🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

Cientistas descobrem por que leões-marinhos estão atacando banhistas

Os mamíferos aquáticos, geralmente inofensivos, perseguiram dois banhistas no sul da Califórnia em uma semana.

Por Eduardo Lima 9 abr 2025, 18h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h20
Cientistas descobrem por que leões-marinhos estão atacando banhistas Priorizar nos meus resultados Google

Os leões-marinhos são mamíferos aquáticos que raramente atacam humanos. Mas isso mudou nos últimos tempos: entre 21 e 30 de março, dois banhistas foram mordidos na costa do sul da Califórnia.

Phoebe Beltran, uma adolescente de 15 anos, estava nadando quando um leão-marinho a mordeu no braço direito. Ela estava terminando uma prova de nado de 915 metros para se tornar uma salva-vidas júnior quando foi atacada pelo animal. Seu braço ficou coberto de hematomas e cortes.

Alguns dias antes, o fotógrafo de 40 anos RJ LaMendola estava surfando numa praia ao norte de Los Angeles quando foi atacado por um leão-marinho. Ele remou até a praia, com a prancha entre ele e o animal, para se proteger de outro ataque. Era a primeira vez em 20 anos como surfista que ele passava por algo do tipo.

O problema dos leões-marinhos não era específico com Beltran ou LaMendola, mas bem mais complexo: eles estavam intoxicados devido a um fenômeno natural (mas com causas não tão naturais assim) chamado “maré vermelha”.

Continua após a publicidade

Como acontece a intoxicação

De acordo com especialistas marinhos da Califórnia, a principal responsável pelos ataques recentes é a intoxicação por ácido domóico, neurotoxina produzida por algumas algas marinhas que pode intoxicar vários mamíferos, incluindo humanos.

A proliferação intensiva de algas tóxicas no oceano é conhecida como maré vermelha por formar algumas manchas coloridas no oceano. Essa multiplicação acontece por causa de alguns fatores, como temperatura da água, aporte de nutrientes e contato com a luz. O fenômeno de ressurgência, que acontece na primavera e no verão, traz a água fria e cheia de nutrientes para a superfície perto da costa, criando o ambiente perfeito para a reprodução das algas.

Continua após a publicidade

As algas pseudo-nitzschias (sem relação com o filósofo alemão de nome parecido) são seres unicelulares que flutuam na água e formam a base da cadeia alimentar marinha, servindo de alimento para organismos pequenos, como os plânctons.

Além da ressurgência, também é possível que as pseudo-nitzschias estejam se proliferando por causa dos incêndios florestais na Califórnia no início do ano e das águas cada vez mais quentes devido à crise climática, que favorecem as algas. Fertilizantes de nitrogênio usados na agricultura que acabam no mar também servem para alimentar essas algas tóxicas.

Essa proliferação acontece há 4 anos consecutivos na região, sugerindo que ela pode se tornar uma ocorrência regular. É uma má notícia para os leões-marinhos e outros mamíferos aquáticos da região. Eles se alimentam de crustáceos, moluscos e peixes pequenos como sardinhas e anchovas – todos contaminados com a neurotoxina das algas que comeram.

Continua após a publicidade

A exposição ao veneno pode levar leões-marinhos a sofrerem com convulsões, letargia e até à morte. O Centro de Cuidado aos Mamíferos Marinhos da Califórnia, uma ONG de veterinários, salvou mais de 250 animais intoxicados nos últimos três meses – uma cifra próxima do tanto de leões-marinhos que eles estão acostumados a socorrer durante um ano todo.

O comportamento agressivo e violento dos leões-marinhos nas últimas semanas, então, é consequência dessa intoxicação. Um animal com exposição a uma quantidade de neurotoxinas suficiente para causar convulsões nunca vai se recuperar 100%. E mesmo a exposição crônica a quantidades menores pode levar os leões-marinhos a terem reações exacerbadas quando encontram seres humanos no mar.

Os golfinhos também sofrem com o ácido domóico. Para eles, a toxina é fatal. O Centro de Cuidado aos Mamíferos Marinhos já registrou 70 encalhes de golfinhos no condado de Los Angeles só nesse ano. Infelizmente, na maioria desses casos, o que resta aos veterinários é operar a eutanásia para acabar com o sofrimento dos animais.

Continua após a publicidade

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo conteúdo digital, sobre fundo escuro com o texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).