Ciência

Adeus, rugas: cientistas revertem sinais do envelhecimento em ratos

Quase todas as células humanas têm em seu interior as mitocôndrias, pequenas usinas responsáveis por queimar glicose e fornecer energia para todo o organismo. Elas são extremamente complexas – até porque, no passado, muito antes de se tornarem meros grãozinhos dentro de nós, elas foram seres vivos independentes, similares às bactérias que conhecemos hoje. É por isso que mitocôndrias têm até um pouquinho de DNA só delas, separado do resto do DNA no núcleo da célula.

Cientistas da Universidade do Alabama, nos EUA, descobriram que, ao menos em ratos, há um pedacinho de DNA comum que, quando é ativado artificialmente, piora o desempenho do DNA exclusivo da mitocôndria. Ao apertar esse “interruptor genético”, os cientistas viram ratinhos ganharem pele enrugada, perderem pêlos e apresentarem todos os sinais comuns de envelhecimento – mesmo que os ratos não fossem velhos.

Bastou desativar o tal pedacinho, porém, para que pele e cabelos começassem a se regenerar. É claro que reverter esse envelhecimento artificial é mais fácil do que intervir na velhice natural. Mas experimentos como esse esclarecem alguns mecanismos misteriosos do envelhecimento para os cientistas. Podem ajudar, por exemplo, a explicar melhor o que facilita (e o que impede!) as famigeradas rugas. Estamos longe de apertar um interruptor e reverter pele envelhecida e calvície? É claro. Mas o estudo também é o mais próximo que já chegamos na busca de uma fonte da juventude.