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Como a Nasa está usando satélites para monitorar espécies ameaçadas

Após perderem 93% de seu habitat nos últimos 150 anos, os tigres podem ter esperança de viver em novas áreas naturais graças a este mapeamento.

Por Caio César Pereira
16 jun 2024, 14h00

Em um grande esforço conjunto, ecólogos mundo afora estão utilizando satélites da NASA para auxiliar na proteção de habitats de animais ameaçados de extinção. Com a ajuda dos equipamentos da agência espacial americana, os pesquisadores estão encontrando novos lugares que os animais poderiam habitar.

A perda de habitat é reconhecida atualmente como uma das principais ameaças à biodiversidade global. Isso se deve em grande parte ao aumento das populações humanas, fazendo com que áreas antes selvagens sejam cada vez mais transformadas para a habitação. Algumas espécies de animais são mais sensíveis a essas mudanças do que outros, tornando a perda de seu habitat um fator chave para que se encontrem em situações de vulnerabilidade na natureza.

Particularmente, os grandes predadores, como os tigres (Panthera tigris), e mamíferos grandes, como os elefantes asiáticos (Elephas maximus), são espécies de animais que são diretamente afetados por essas mudanças em seu habitat. 

Um dos maiores felinos do mundo, o tigre antes costumava ser encontrado em diversas regiões de todo o continente asiático. Hoje, porém, existem menos de 4.000 desses indivíduos, já que 93% de todo o seu habitat foi destruído nos últimos 150 anos. Eles se encontram no status de “em perigo” da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).  

Mas nem tudo são más notícias. Um novo estudo, publicado na Frontiers in Conservation Science, mostrou que há novas áreas naturais ainda não acessadas por esses animais. Utilizando tecnologia de imagens de infravermelho, juntamente com um mapeamento geográfico e trabalho de campo, os pesquisadores coletaram dados mostrando os habitats em potencial para os tigres.

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“Ainda há muito mais espaço para tigres no mundo do que os especialistas pensavam. Conseguimos descobrir isso porque reunimos todos esses dados da NASA e os integramos com informações do campo”, conta ao site Science Alert, Eric Sanderson, ecólogo da conservação no Jardim Botânico de Nova York e um dos autores do estudo.

Com presas o suficiente para os felinos caçarem, caso o tigre migrem ou sejam reintroduzidos nesses habitats, os pesquisadores acreditam que a área de terra ocupada por essa espécie poderia aumentar em pelo menos 50%.

De forma semelhante, as mesmas técnicas foram utilizadas por outros pesquisadores da NASA para mapear outros possíveis habitats para outras espécies de animais ameaçados. Os dados coletados pela agência americana estão mapeando novos territórios para os elefantes asiáticos (Elephas maximus) no sul do Butão, e a tartaruga-do-deserto de Mojave (Gopherus agassizii, em perigo), o grou-sáurio (Centrocercus urophasianus, em risco) e o carneiro-das-rochas (Ovis canadensis, em risco), nos EUA. 

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Juntamente com as pesquisas de campo, os dados coletados por satélites da NASA, quase em tempo real, propiciam uma coleta de informações em uma escala muito mais ampla e de forma muito mais rápida. Isso pode auxiliar biólogos, ecólogos e outros pesquisadores a desenvolver novas estratégias para a proteção e conservação dos ambientes naturais do planeta.

“Os satélites observam vastas áreas da superfície da Terra em uma escala diária a semanal. Isso ajuda os cientistas a monitorar habitats que seriam desafiadores do ponto de vista logístico e que demorariam para ser estudados – uma medida crucial para animais como tigres, que percorrem territórios extensos”, explica ao Science Alert, Keith Gaddi, biogeógrafo da NASA.

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