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Como as aves se orientam nas migrações?

Para se ter uma idéia de como é difícil a resposta para a pergunta ao lado, nem mesmo o fato de que as aves migram é algo aceito de longa data

Por 31 ago 2003, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h34

Thiago Lotufo

Pouco mais de um século atrás, por exemplo, acreditava-se que os pássaros não viajavam, mas, sim, que eles hibernavam durante o inverno e reapareciam nos meses quentes. Atualmente, apesar das dúvidas quanto ao modo de orientação destes animais, sabe-se pelo menos que eles migram muito mais em razão da busca por comida do que para fugir do frio. E sabe-se também para onde e quando migram. Falta apenas descobrir exatamente como.

A tarefa é complicada porque existem muitos padrões distintos de migração. Uns pássaros saem do Círculo Polar Ártico, passam pela Europa e África e se instalam na Antártida todos os anos. Outros voam a altitudes impensáveis, acima da cadeia do Himalaia (além de 8 000 metros). Um terceiro grupo realiza viagens que deixam qualquer rota non-stop de avião no chinelo. Voam por quatro dias seguidos sem parar dos Estados Unidos até a costa da América do Sul. E por aí seguem os padrões nada padronizáveis.

As explicações para como se orientam? Uma fala em relógio biológico (contamos o que é aqui na página ao lado) que estaria relacionado ao movimento diário de rotação da Terra (24 horas) e os ajudaria na percepção das longitudes. Outra hipótese ressalta a acuidade visual das aves. O problema é que há pouca evidência de que elas dependam de pontos de referência no solo para voar – além do que o relevo é algo que está sujeito a mudanças bruscas por conta de terremotos, enchentes, etc. Ok. Pontos de referência no céu talvez? Sol, estrelas, lua? Pode ser. Mas não há nada que comprove que todas as espécies utilizem este sistema. Algumas, como a dos pombos, parecem se orientar pelo campo magnético do planeta por meio de um pequeno cristal magnético localizado entre a estrutura esquelética da cabeça e o cérebro.

E as teorias não param por aqui. Tem pesquisador afirmando que o importante é o olfato; outro, que é o barulho… Vixe! É tanta explicação que deixa qualquer um desorientado.

 

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