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Descoberto novo tipo de ondas sonoras que viabiliza vacinas inaláveis

Essa é a primeira categoria de ondas sonoras descoberta em décadas

Por Ana Luísa Fernandes Atualizado em 4 nov 2016, 19h08 - Publicado em 12 jan 2016, 16h00

Pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, fizeram uma descoberta e tanto. Combinando dois tipos de ondas sonoras, as de superfície e as de volume, eles conseguiram criar uma nova: as ondas de superfície refletidas de volume.

As novas ondas possuem alta frequência e baixa altitude, e são suaves o suficiente para serem usadas em dispositivos médicos e para movimentar células-tronco sem causar nenhum dano. Esse fato abre novas portas para diversos tratamentos na área da saúde, e é isso que já está sendo feito. A descoberta está sendo utilizada em um novo “nebulizador”, que pode entregar vacinas e outros medicamentos diretamente nos pulmões.

“Estamos usando as novas ondas para reduzir o tempo necessário para inalar vacinas por nebulização: de 30 minutos para 30 segundos”, diz o pesquisador Amgad Rezk. O trabalho também possibilita que células-tronco sejam administradas com eficácia via nebulizador: elas são entregues em partes específicas do pulmão, ajudando a recuperar o tecido danificado.

Para aplicar vacinas inaláveis com as ondas sonoras, os cientistas manuseiam um dispositivo chamado HYDRA, que converte eletricidade em vibrações mecânicas (ou ondas sonoras). Por sua vez, as ondas “quebram” o líquido que contém a vacina em spray. “É basicamente “gritar” para o líquido, para que ele vibre e se transforme em vapor”, explica Rezk. 

“Como resultado, em vez de administrar nosso medicamento nebulizado em torno de 0,2 mL por minuto, conseguimos até 5 mL por minuto. Isso é uma diferença enorme”, finaliza.

Leia mais: Por que tomamos vacina injetável se existe a oral?

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