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Diamantes no microondas

Junte uma colher de hidrogênio, uma pitada de gás metano e uma fatia de silício. Leve ao forno de microondas por duas horas, e estará pronto um diamante sintético. Essa é a receita de John Pigott e Joe Khachan, pesquisadores de Física de plasma da Universidade de Sydney, na Austrália. Eles criaram diamantes de 0,02 milímetros nesse tempo recorde. A experiência não seria novidade se tivessem usado superpotentes fornos de 5 quilowatts, encontrados normalmente nos laboratórios. A dupla australiana, no entanto, empregou um forno de microondas equivalentes ao domestico, de irrisórios 750 watts.
”Isso representa um taxa de crescimento altíssima, o que reduz muito o custo de produção”, comenta João Herz da jornada, pesquisador do grupo de física de altas pressões do instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Menor custo significa maior uso na indústria, em campos tão diversos quantos instrumentos cirúrgicos ópticas e computadores. Para infelicidade dos garimpeiros de cozinha, os pesquisadores não revelam a técnica de produzir diamantes com tão pouca energia.