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DNA faz a mulher viver mais do que o homem

Experiência mostra que diferenças no código genético podem ser responsáveis pela diferença de longevidade entre os sexos

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h46 - Publicado em 19 Maio 2010, 22h00

Bruno Garattoni

As mulheres vivem mais do que os homens. No mundo, em média 4 anos e 8 meses a mais. E, no Brasil, a diferença é ainda maior – 7 anos a favor das mulheres. Os cientistas sempre recorreram a explicações comportamentais: os homens bebem e fumam mais, vão menos ao médico, sofrem mais homicídio etc. É verdade. Mas o fator determinante pode ser outro: o DNA. Usando técnicas de manipulação genética, cientistas de duas universidades japonesas criaram ratos bimaternais, ou seja, que tinham duas mães e nenhum DNA masculino. Incrivelmente, esses animais tiveram a longevidade estendida em 30%: viveram em média 186 dias a mais do que os ratos normais. “Nós achamos que isso se deva à supressão de um gene chamado Rasgrf1, que os animais normalmente herdam do pai”, afirma o biólogo Tomohiro Kono, da Universidade de Agricultura de Tóquio. Kono e sua equipe são líderes mundiais nas pesquisas sobre DNA dos sexos: foram eles que criaram, em 2004, a técnica que permite gerar descendentes entre duas fêmeas de rato, sem a necessidade de um macho. “Os resultados sugerem que o esperma tem um efeito negativo na longevidade de mamíferos”, conclui o novo estudo, que foi publicado no jornal científico Human Reproduction (principal publicação especializada no assunto). A influência do DNA nas diferenças de longevidade entre os sexos também poderia ajudar a explicar outro fato: entre as pessoas que conseguem ultrapassar a barreira de 110 anos de idade, 96% são mulheres.

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