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Einstein na corda bamba

Dentro de um raio luminoso, segundo os físicos, existem duas componentes. Uma delas é a força elétrica; a outra, a força magnética. E aqui vem um detalhe essencial: se contém somente esses dois pedaços, a luz tem velocidade constante no vácuo. Isso é o que se pensa há cerca de um século e meio. Mas pode não ser inteiramente verdade, disse à SUPER o pesquisador brasileiro Waldyr Rodrigues Júnior, diretor do Instituto de Matemática da Universidade de Campinas, Unicamp. No trabalho que ele está desenvolvendo, a luz deixa de possuir apenas duas partes: ela passa a ter mais de uma componente elétrica ou magnética. E nesse caso, como demonstrou Rodrigues, manipulando as equações da Física, sua velocidade não é mais constante. Aí aparece uma grande complicação. É que, na Teoria da Relatividade de Einstein, um dos pilares da ciência moderna, a luz tem de correr sempre com a mesma rapidez, cerca de 300 000 quilômetros por segundo. Se a demonstração do matemático estiver certa, então a teoria corre perigo. Terá que ser no mínimo reformulada.

Por dentro da luz

A representação clássica de uma onda luminosa e uma alternativa.

O raio segundo a teoria tradicional…

A onda é formada por uma força elétrica e outra magnética. A intensidade delas cresce e diminui à medida que a onda avança.

… E a nova versão

Veja que esta onda encolhe e estica. Esse vaivém simboliza outra força magnética, que varia na direção em que a onda se propaga.