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Engrenagem da vida

Estimava-se que, se não tivesse recebido o coração, ele morreria em agosto. Depois dele, outros cinco pacientes receberam corações artificiais, com sobrevida maior.

Um coração normal bate de 70 a 80 vezes por minuto durante 70 anos, em média. Contruir um mecanismo que cumpra a mesma tarefa por cinco anos era tudo o que queriam os cientistas da Abiomed, uma companhia americana com sede em Massachusetts. O modelo funcionou bem em vacas, mas em humanos o sucesso ainda não é tão grande. O primeiro paciente a receber a máquina, um americano de 59 anos, foi operado em julho do ano passado, mas morreu em dezembro. Estimava-se que, se não tivesse recebido o coração, ele morreria em agosto. Depois dele, outros cinco pacientes receberam corações artificiais, com sobrevida maior. O modelo promete dar mais tranqüilidade aos pacientes que esperam nas filas de transplante no mundo inteiro. A bateria do Abiocor é recarregada continuamente por ondas de rádio. Um dos aspectos mais impressionantes da novidade, além da miniaturização dos componentes, é sua capacidade de bombear sangue de acordo com a necessidade do paciente. Um coração verdadeiro bombeia 5 litros por minuto. O órgão artificial consegue bombear até 10 litros no mesmo tempo.