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Feios por natureza

As belas que nos perdoem, mas beleza não é fundamental. Na natureza, o segredo da sobrevivência pode ser um nariz avantajado, um rosto retorcido ou uma cabeçona cor de abóbora

Espelho, espelho meu

 

 

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Ok, a beleza é um conceito relativo. Mas bem que o visual do porco-formigueiro poderia ganhar uma relativizada. Como era de esperar, ele vive sozinho, em buracos das savanas africanas, de onde só sai à noite (ainda bem). As pernas grossas e o nariz em forma de tubo facilitam na hora de cavar buracos e alcançar insetos para comer.

 

Salamandra punk

 

 

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Quando adulto, o tritão-de-crista, da família das salamandras, tem a aparência bem sem gracinha, similar parecida com a de um lagarto comum. Mas, antes disso, ele experimenta uma fase de girino adolescente. É quando adota este penteado modernérrimo, bem freqüente entre os punks no seu habitat principal – a Inglaterra.

 

Tá na cara

 

 

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Em diversas espécies, um nariz, digamos, desproporcional é sinal de macheza. No macaco probóscis (que significa tromba), das florestas da Ásia, a napa aparece por volta dos 4 anos: está relacionada à virilidade. Já os elefantes-marinhos machos da Antártida usam o nariz para produzir um rugido ensurdecedor durante o período de acasalamento – uma espécie de “vem cá, minha nega”. O nariz também conserva umidade para quando eles ficam muito tempo fora da água.

 

O Pacman da Amazônia

 

 

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Na vastidão de sapos feios que existe no mundo, o sapo-de-chifres é campeão. O nome vem dos cornos que ele tem acima dos olhos. E o apelido – “pac man da Amazônia” – é por causa da boca avantajada e da voracidade ao comer. O sapo-de-chifres vive afundado na lama, deixando só essa boquinha para fora. Assim, come tudo que passar pela frente: insetos, outros sapos e até ratos adultos.

 

Patinho feio

 

 

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O pato não é lá uma aberração da natureza, mas de vez em quando ele dá uma abarangada. Repare nestas carúnculas, estes horríveis pedaços de carne ao redor dos olhos. Cruzes! “As carúnculas de alguns patos e urubus indicam aptidão física. Em aves não sadias, elas são flácidas”, diz o biólogo Wesley Silva, da Unicamp. No período de acasalamento, o macho fica com a carúncula ainda mais saliente. As fêmeas adoram.