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Feiúra profunda

Para sobreviver ao aperto das profundezas marinhas, esses animais têm adaptações no corpo que os tornam imunes à pressão.

Se um dia alguém oferecer a você uma peixada de Anoplogaster cornuta, recuse. Além de ser bem feioso, esse peixe, também conhecido como fangtooth (dentes de gancho, em inglês) vive no oceano a 5 000 metros de profundidade, onde a pressão da água é 500 vezes maior que a do ar na superfície. Imagine o estrago que uma garfada de sua carne, rija como ferro, faria nos seus dentes. Para sobreviver ao aperto das profundezas marinhas, esses animais têm adaptações no corpo que os tornam imunes à pressão. Uma delas é a presença de uma substância chamada óxido de trimetilamina nas células. O óxido funciona como uma parede, que impede que o bicho seja esmagado.

A fosforescência, outra propriedade desses peixes, é muito útil na hora de procurar comida e parceiros para acasalar, já que nas abissais profundezas do oceano a escuridão é total.

• O verme Alvinella pompejana, que vive nas “chaminés submarinas” (espécies de gêiseres submersos) é o bicho que melhor suporta as mais altas temperaturas: até 105 graus Celsius.