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Indo e vindo infinito

Pouca tecnologia e muita paciência para mostrar o caminho do Sol ao longo de 12 meses.

Texto Alexandre Versignassi

A câmera ficou presa numa base de silicone, apontada para o céu, por um ano. A cada 7, 8 dias o grego Anthony Ayiomamitis ia lá e clicava o Sol em cima do mesmo fotograma, sem girar o filme. Tudo para captar o trajeto do astro por 12 meses. Para conseguir isso, Anthony teve de tirar cada uma das suas 46 fotos sempre no mesmo horário. Nesse caso, às 15 h em ponto. Realmente em ponto: “Eu ajustava meu celular com um relógio atômico, porque até um erro de 4 ou 5 segundos no horário da pose é o suficiente para destruir a suavidade da curva”. Para finalizar, o astrônomo amador colou o resultado dos 12 meses de trabalho sobre uma foto das ruínas da Acrópole, em Atenas. Nem precisava.