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Microscópio estuda coração do átomo

Com uma tremenda trombada, é possível desgrudar partículas jamais separadas.

Um gigantesco microscópio eletrônico, de 1,4 quilômetro de comprimento, enterrado a 10 metros de profundidade no campo de Newport News, na Virgínia, é a nova arma dos físicos para entender os glúons. São partículas menores que as subatômicas, pois ficam dentro do núcleo dos átomos. Aí, colam entre si outras partículas, os quarks, com os quais são feitos os prótons e os nêutrons. O curioso microscópio de Newport produz um feixe de elétrons que, viajando a uma velocidade próxima à da luz, percorrem 7 quilômetros e se chocam com uma placa de chumbo. Na trombada, o núcleo atômico do chumbo se desintegra por uma fração de segundo e é possível estudar cada um dos quarks em separado (normalmente eles não desgrudam um do outro). O aparelho, intitulado Thomas Jefferson em homenagem ao terceiro presidente dos Estados Unidos, está atraindo a atenção de vários cientistas de vinte nações. Afinal, que outro país do mundo possui um microscópio de 600 milhões de dólares enterrado no jardim?