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O que sabem os bebês?

Eles reconhecem linguística, matemática e boas ações. O pai de um menino de 5 meses conta como a ciência está descobrindo o que pensam os bebês .

Um dia desses, relembrando com minha mulher o momento em que nosso filho nasceu, meus olhos se encheram de lágrimas de repente, e fiquei com a voz embargada no meio da conversa. No mesmo instante, nosso bebê de 5 meses parou de mamar e olhou para mim com carinha de assustado. Pode ter sido só coincidência, mas nos últimos anos a ciência me deu vários motivos para achar que ele entendeu o que eu estava sentindo.

E não é porque “essa moçadinha de hoje” é mais esperta. Ao contrário do que diz a lenda urbana, os bebês do século 21 não são pequenos Einsteins. A explicação é mais simples: para se encaixar na complexa vida social do Homo sapiens, é importante já nascer sabendo uma série de coisas. Psicólogos e neurocientistas estão descobrindo que o cérebro dos bebês não é uma página em branco (ou um anexo da mente materna, como apostam freudianos mais radicais). É um computadorzinho que já vem de fábrica com várias das regras sobre o funcionamento do mundo e das pessoas, pronto para absorver conhecimentos sobre o mundo à sua volta.

Entenda o bebê: olhares
As câmeras mais modernas comprovaram: bebês enxergam como adultos. Observam o que é interessante, desviam os olhos do que é monótono. Sempre que o bebê encarar algo, é sinal de que ele quer saber mais sobre aquilo – ou aquele assunto de que você está falando.Entenda o bebê: reações
Bebês acompanham o clima à sua volta, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Choram ao ouvir o choro de outras crianças e, com o tempo, aprendem a consolar quem está triste – do jeitinho deles, oferecendo um brinquedo ou a mamadeira. É uma ferramenta evolutiva: empatia com o grupo aumenta chances de sobrevivência.

Entenda o bebê: interesses
Não é invenção do capitalismo para vender brinquedos: meninos gostam mais de objetos curiosos e brinquedos que se mexem, enquanto meninas são mais atraídas por brincadeiras que envolvem interações sociais – mesmo que simuladas, como “chá com as bonecas”. Fica a dica do presente.

O repertório dos bebês é eclético: engloba fundamentos de matemática e física, facilidade para línguas, inteligência emocional e, pasme, filosofia moral. (Ao menos, preferência clara por mocinhos e aversão a bandidos.) Como acontece na vida adulta, meninos têm algumas capacidades mais aguçadas, enquanto meninas os superam em outras.

É claro que nem todas as habilidades se manifestam ao mesmo tempo e com a mesma intensidade, mas os estudos mais recentes deixam claro que nossos bebês não têm nada de bobinhos: nós é que não estávamos prestando tanta atenção neles quanto eles estavam prestando em nós.

Questão de método
Um dos maiores obstáculos da psicologia do desenvolvimento, o ramo que estuda a mente dos bebês, é metodológico: como descobrir o que um nenê está pensando? Crianças novinhas não falam, e só a partir de 1 ano começam a entender perguntas simples. “Como eles são descoordenados, também não podemos usá-los em experimentos com labirintos ou alavancas, como os que se fazem com ratos e pombos”, brinca o psicólogo Paul Bloom, da Universidade Yale (EUA).

Bloom trabalha com Karen Wynn, sua mulher, no Centro de Cognição Infantil de Yale, desenvolvendo justamente jeitos de entrar na cabeça dos pequenos. Um dos truques envolve chupetas ou mamadeiras com medidores de pressão: vários experimentos mostraram que, quanto maior a força da mamada, maior a surpresa e/ou interesse.

A análise empregada com mais frequência e sucesso, no entanto, é ainda mais singela: a do olhar. Com as câmeras atuais, é possível rastrear com precisão para onde os nenês estão olhando durante um experimento. Igualzinho aos adultos, eles tendem a olhar por mais tempo para coisas que chamem atenção e desviar os olhos quando a cena já ficou chata. Medir a frequência do olhar é simples, mas ajuda os cientistas a entender reações sutis a todo tipo de situação.

É claro que, mesmo com todo esse planejamento, alguns bebês simplesmente não estão muito interessados em cooperar, seja pegando no sono, seja abrindo o berreiro diante da situação estranha. Por isso, Bloom costuma brincar que a psicologia do desenvolvimento é “a ciência do bebê alerta”.

Baby Newton
Os pequenos que aguentam sem frescura o ambiente de laboratório são responsáveis, entre outras coisas, por derrubar um antigo mito: a ideia de que bebês acham que as coisas deixam de existir quando somem da sua vista. Uma das razões pelas quais se acreditava que as crianças pequenas não tinham permanência de objeto envolve a brincadeira clássica de esconder o próprio rosto atrás de algo e depois gritar “achou!” A surpresa e o riso na sequência seriam indícios de que o nenê estaria pensando “Nossa! Ele sumiu e agora está aí de novo!”

Matemática na creche
Conheça o experimento em que nenês estranham quando as contas não fecham 1. Programação normal
O primeiro passo é mostrar para um bebê de 6 meses um palco com dois fantoches. Os bonecos passam um tempo ali até que a criança se acostume com a presença deles.

2. Troca nos bastidores
No meio do espetáculo, parte do palquinho é encoberto, deixando só um boneco à mostra. Atrás da cortina, um terceiro boneco entra em cena.

3. Conta “errada”
Quando surgem 3 fantoches onde antes havia 2, os bebês prestam muito mais atenção. É como se ele pensasse: “1+1=2, a conta não está certa”.

No entanto, experimentos conduzidos por Karen Wynn mostraram que não só os pequenos sabem que objetos ocultos não somem para outra dimensão como têm alguma noção de aritmética (ver quadro Matemática na Creche, à esquerda). Usando um pequeno palco, Wynn mostrou que os bebês de 5 meses redobravam a atenção quando os fantoches com que haviam se acostumado de repente se transformavam em 3 ou apenas 1 – ou seja, quando as contas não batiam.

Outros estudos, capitaneados por Elizabeth Spelke, da Universidade Harvard (EUA), investigaram se os bebês têm alguma ideia de como funciona a física do mundo real – coisas como a gravidade que atraiu a maçã na direção da cabeça de Isaac Newton, como reza a lenda (ver quadro Objetos Diretos, à direita). Pois os bebês prestaram muito mais atenção em situações que desafiavam as leis da física, como uma caixinha que permanecia flutuando em vez de cair. Isso sugere que, desde muito cedo, eles já possuem expectativas “racionais” sobre como objetos devem se comportar.

Objetos diretos
Reação a truques de mágica mostra que bebês entendem leis da física 1. Cientistas mediram a reação de crianças de 5 meses a cenas banais: carrinho levando um boneco, caixa que cai no chão, brinquedo que permanece onde está. Previsivelmente, elas não deram muita bola.

2. Quando os mesmo objetos apareciam desafiando as leis da física – carrinho que perde passageiro, caixa flutuante, caixinha que some e surge noutro lugar -, a atenção redobrava. Isso sugere que os bebês pensam nos objetos como os adultos: unidades sujeitas a gravidade, espaço e tempo.

Não é difícil imaginar o porquê disso. Embora nasçam totalmente indefesos e descoordenados, nossos filhotes logo começam a interagir fisicamente com o mundo ao seu redor, primeiro com os lábios e as mãozinhas e, conforme o tempo passa, preparando os membros para engatinhar e andar. Ter alguma noção do comportamento de objetos sólidos ajuda os pequenos a calibrar seus movimentos na medida certa e evita machucados, entre outras coisas.

Meninos e meninas
Quem cresceu sob o impacto de ideias liberais e feministas talvez tenha tentado educar seus bebês, desde o berço, para que eles não vissem distinção entre homens e mulheres. Pais mais revolucionários podem até ter dado carrinhos às meninas e bonecas aos meninos. Afinal de contas, esse negócio de diferença entre os sexos é só uma convenção da nossa cultura machista judaico-cristã ocidental, certo?

A neuropsiquiatra americana Louann Brizendine, da Universidade da Califórnia em São Francisco, bem que tentou seguir essa cartilha. “Quando meu filho tinha 3 anos, comprei uma Barbie para ele. Achei que ia ser bom vê-lo brincar em situações cooperativas e não agressivas. A primeira coisa que ele fez foi pegar a Barbie pela cabeça e dar um golpe no ar com as perninhas compridas dela, como se fosse uma espada, e gritar ‘Éééé!!! Toma isso!!!’ “, lembra Brizendine.

Autora de Como as Mulheres Pensam e The Male Brain (“O Cérebro Masculino”, sem edição brasileira), Brizendine hoje reconhece que não deveria ter sido tão ingênua. “Desde a fase fetal, o cérebro dos meninos é banhado por hormônios masculinos, o que faz com que eles desenvolvam padrões de comportamento diferentes dos das meninas”, explica ela.

Sim, o processo de masculinização começa no ventre. Até a 8ª semana de gestação, todos somos meninas, mas a partir dessa etapa de gravidez os fetos masculinos começam a merecer o nome. O projeto de clitóris se transforma em pênis. A pré-vagina se fecha e incha, dando lugar à bolsa escrotal, para onde descem os ex-ovários que agora serão testículos. Até cerca de 1 ano de idade, os garotos passam pela chamada puberdade infantil, quando os níveis de testosterona são equivalentes aos de um homem adulto.

Com tudo isso, as diferenças entre os bebezinhos dos dois sexos muitas vezes são claras. Em média as meninas são mais interessadas em interações sociais, enquanto os garotos concentram sua atenção em objetos curiosos e brinquedos, em especial os que se mexem. “Com 6 meses, as meninas olham mais tempo para rostos e buscam interagir mais. Já os meninos tendem a desviar o olhar de outras pessoas com muito mais frequência”, diz Brizendine. O filho deste repórter, de fato, é fissurado em móbiles coloridos e musicais: dá para engambelá-lo por pelo menos meia hora com a ajuda do brinquedinho, uma bênção para um casal que está tentando almoçar em paz.

Mais curioso ainda: entre um ano e meio e 2 anos de vida, enquanto as meninas são capazes de decifrar as mais diferentes expressões no rosto de sua mãe, em especial quando a genitora está brava ou não quer que a filha mexa em alguma coisa, parte do cérebro dos garotos parece programada para desligar nessa hora, ignorando os sinais maternos. Os pesquisadores especulam que esse mecanismo ajuda os meninos a desenvolver uma personalidade, em média, mais aventureira e exploradora, importante para vencer no mundo masculino.

Fala que eu te escuto
Diferenças à parte, tanto meninos quanto meninas são soberbas maquininhas de aprendizado quando se trata de dominar uma ferramenta fundamental: a linguagem. Todos temos uma língua materna e não precisamos pensar nem meio segundo para utilizá-la. Mas não nos damos conta da quantidade de informação implícita que está por trás da fala.

São dezenas de milhares de palavras de vocabulário, regras de sintaxe, maneiras corretas de pronunciar cada som – a lista é imensa. O consenso entre os pesquisadores é que, simplesmente ouvindo os outros, os bebês não conseguiriam, sozinhos, driblar as regras da gramática para aprender a falar. O mais provável é que o cérebro deles já possua um kit básico de linguística, com características genéricas compartilhadas por todos os idiomas. Depois, elas são “preenchidas” com os detalhes de cada língua.

Aliás, bebês de 4 meses, por incrível que pareça, conseguem ler os lábios de adultos – ao menos para saber que língua eles estão falando. A canadense Whitney Weikum, da Universidade da Colúmbia Britânica, mostrou isso ao colocar diante dos pequenos alguns clipes – mudos – de pessoas lendo O Pequeno Príncipe em inglês ou francês, dependendo da língua materna da criança. “Fizemos os bebês ficar entediados de tanto ver clipes na própria língua. Quando eles estavam cansados daquilo e paravam de olhar para a tela, mostrávamos o clipe na outra língua”, conta a pesquisadora. Conforme o previsto, diante de um idioma diferente, o interesse voltava.

A atração por idiomas diferentes submerge a partir dos 6 meses, como se o bebê precisasse largar as distrações para focar no aprendizado da língua materna. Mas ela permanece em lares bilíngues – o que mostra que pais que quiserem criar poliglotas têm de estimulá-los desde muito cedo.

Bebês solidários
Se eu já tivesse lido o clássico A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais, escrito pelo pai da biologia evolutiva, Charles Darwin, provavelmente não ficaria tão surpreso com a reação do meu filho quando chorei. Darwin conta que seu filho mais velho fazia a mesma coisa quando sua babá fingia cair em prantos, aos 6 meses de vida. “Qualquer bebê tende a chorar quando ouve gravações de bebês chorando”, conta Paul Bloom. Por muito tempo se achou que o bebê acreditava que choro era dele mesmo. Mas pesquisadores compararam a reação dos bebês ao próprio pranto e ao de outras crianças: eles choram mais quando escutam outros bebês.

As crianças vão além na solidariedade: a partir de 1 ano de idade, tendem a consolar ativamente quem parece estar chateado, fazendo carinhos, oferecendo brinquedos ou até a mamadeira. Um experimento do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, mostrou que bebês de 18 meses, quando percebem que um adulto está tentando abrir uma porta com as mãos ocupadas, ajudam o sujeito espontaneamente, apenas por reparar que ele precisa.

Amigos e inimigos
Estudos provam que bebês têm noção de solidariedade 1. Crianças de 9 meses assistiram desenhos em que um círculo tenta subir uma montanha. Ele é ajudado por um quadrado e dificultado por um triângulo.

2. Em seguida, o círculo se aproxima do quadrado (o bom), o que os bebês aprovam. Mas, quando o círculo dá papo para o triângulo mau, eles estranham muito.

3. Em uma variação com um losango como personagem neutro, o bem segue preferido e o mal preterido.

Resultados mais impressionantes ainda vieram de uma série de experimentos conduzidos por Bloom e seus colegas. A variante mais comum dos testes envolve um jogo em que personagens têm formas geométricas (ver quadro Amigos e Inimigos). Numa das versões, o círculo tentava subir uma ladeira, com dificuldade. O quadrado tentava ajudar o “amiguinho”, empurrando-o ladeira acima, enquanto o triângulo atrapalhava, forçando o círculo para baixo.

O que os pesquisadores descobriram é que crianças de 5 ou 6 meses para cima olhavam mais fixamente para a cena quando o triângulo “malvado” entrava em ação. Quando o experimento era feito com fantoches, os bebês tinham a oportunidade de escolher um dos personagens para brincar. Em quase 100% dos casos, as crianças queriam brincar com o quadrado “bonzinho”, o que sugere que elas sabiam diferenciar e preferiam os personagens cooperativos aos de má índole.

Em versões mais refinadas do experimento (ver quadro Olho por Olho), elas podiam recompensar os fantoches por suas ações. O interessante é que elas não recompensavam só os “bonzinhos” mas também aqueles que puniam os “malvados”. Bloom conta que, num dos casos, o bebê resolveu fazer justiça com as próprias mãos – deu um tapinha no boneco “do mal”.

Olho por olho
Onde houver injustiça, leve um bebê: ele saberá o que fazer 1. Neste experimento, os psicólogos queriam testar o senso de justiça de crianças de 1 ano. Em uma animação, um personagem bonzinho era elogiado por um sujeito e reprimido por outro. Conforme esperado, os bebês preferiram o primeiro.

2. Mas o interessante acontecia na animação seguinte: surgia um personagem mau, que também era elogiado por um sujeito e reprimido por outro. Na hora de escolher entre esses dois, supresa: bebês rejeitam o simpático que deixa o mau impune; preferem o antipático que fez justiça.

Por tudo isso, parece seguro afirmar que os bebês já têm alguma noção do que é um comportamento “justo” em contextos sociais, um embrião das nossas próprias noções de certo e errado. Contudo, outros experimentos revelam que a moralidade infantil pode ser um tanto restrita, até meio tribal (ver quadro Preconceito de Berço, à esquerda). Bebês também preferem o rosto de pessoas da etnia com a qual estão mais familiarizados, por exemplo, e se sentem mais tranquilos com pessoas que falam a língua de seus pais. Preconceitos desse tipo, portanto, podem ter raízes profundas.

Preconceito de berço
Bebês tendem a aceitar divisões arbitrárias como suas 1. Iguais e diferentes
Para testar a reação da criança à inclusão e exclusão social, pegam um grupo de bebês que nunca se viram e vestem metade com camisetas amarelas e metade com camisetas azuis.

2. Estranho no ninho
Se uma criança de amarelo é colocada no meio das de azul, ela se torna mais inquieta e dispersa, faz tudo com um pé atrás. Outros estudos mostram que bebês preferem rostos da raça que lhes é mais familiar e até pessoas que comem o que sua família come.

Seja como for, o que está claro no que a ciência já conseguiu revelar sobre a mente dos bebês é que eles já são seres humanos complexos e cheios de facetas. Há muito a descobrir, mas parece justo dizer que o tesouro que todo pai tem nas mãos é ainda maior do que imaginava.

Não existe receita simples para que todo esse potencial se desenvolva ao máximo. Afinal, gerações e gerações de seres humanos do passado conseguiram criar bebês inteligentes e saudáveis sem DVDs de Mozart ou móbiles eletrônicos. Mas algumas coisas nunca mudam: carinho e estímulo alimentam qualquer bichinho essencialmente social como são os nossos filhos. Do meu ponto de vista, quero que ele não perca sua paixão pelos aviõezinhos de pelúcia, mas tenha uma mente capaz de abarcar girafas, montanhas e o Universo. Quanto mais cedo, melhor. Mal posso esperar.

Crenças de ontem, crianças de hoje
Novas pesquisas revolucionaram antigos conceitos sobre nossos filhotes O que se dizia – Tábula rasa / “As crianças nascem sem nenhum conhecimento. Tudo o que aprendem vem do ambiente. Sem a cultura de seus pares, o ser humano seria irracional.”
O que se sabe – Sistema operacional / Existem fortes indícios de que nosso cérebro já vem com instruções básicas sobre o mundo e as pessoas, que servem para o resto da vida.

O que se dizia – Chupeta banida / O uso de chupeta interfere na amamentação, deixa a criança mais exposta a infecções de ouvido, atrasa o desenvolvimento da fala e causa dependência psicológica.”
O que se sabe – Chupeta tolerada / Se não for usada depois dos 3 anos, ela não tem influência significativa na saúde ou no desenvolvimento. E, está comprovado, acalma o bebê.

O que se dizia – Assexuados / “As identidades masculina e feminina são construções culturais. No que tange a gênero, viemos ao mundo como um papel em branco, preenchido pela sociedade.”
O que se sabe – Macho e fêmea / Desde a gestação o cérebro dos meninos é inundado de hormônios masculinos. Isso influi em comportamentos diversos mais adiante, como a preferência do homem por desafios e conflitos.

O que se dizia – Não sai daqui / “Só quando a criança fica maior é que a gente pode dar liberdade para ela brincar pela casa. Antes ela não tem coordenação motora para isso.”
O que se sabe – Deixa Correr / Pode parecer contraintuitivo mas, quanto mais você deixar a criança solta, menos ela se machucará. Prendê-la é atrasar o desenvolvimento dos músculos e da sua coordenação motora.

Para saber mais

Descartes’ Baby
Paul Bloom, Perseus Books, 2005.

The Philosophical Baby
Alison Gopnik, FSG, 2009.

The Male Brain
Louann, Brizendine, Broadway, 2010.