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O Everest ainda mais alto

A cadeia do Himalaia, onde fica o Everest, tem oito das dez maiores montanhas do mundo.

Ele já era grande e ficou maior ainda. Há dois anos, o Everest “cresceu” 2 metros. Com o auxílio de um sistema de posicionamento global (GPS), uma equipe de pesquisadores americanos recalculou a altura do ponto culminante da maior montanha da Terra. Deu redondos 8 850 metros, mais de 12 morros do Corcovado empilhados, sepultando a marca anterior, de 8 848 metros, estabelecida na década de 1950. A notícia não desanimou o seleto grupo de alpinistas que, ano após ano, arrisca a vida tentando galgar esse gigante de pedra, na divisa do Nepal e do Tibete, no coração da mítica cadeia montanhosa do Himalaia.

Ao contrário. Parece que a dimensão atualizada do Everest – um preciosismo técnico, fruto de modernas formas de determinação de altitude – serviu até de estímulo para novos e velhos escaladores. Desde então, o Chomolungma, ou Sagarmatha – as denominações em tibetano e nepalês da montanha, respectivamente –, foi palco de quatro recordes. No ano passado, o esloveno Davo Karnicar, de 38 anos, tornou-se a primeira pessoa a descer de esqui, ininterruptamente, o Everest. Em maio passado, um garoto sherpa de 15 anos, Temba Tsheri, estudante da 8a série, transformou-se no alpinista mais jovem a vencer o ponto culminante da Terra.

Nesse mesmo mês, os americanos Erik Weihenmeyer, de 32 anos, e Sherman Bull, de 64 anos, entraram para a história, respectivamente, como o primeiro cego a escalar a montanha e o homem mais velho a chegar ao topo do Everest. Em tempo: os primeiros homens a vencer o Everest foram o neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay, em 29 de maio de 1953. A cadeia do Himalaia, onde fica o Everest, tem oito das dez maiores montanhas do mundo.