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Orgia de cores

Os nudibrânquios são os animais mais coloridos do fundo do mar e estão entre os mais expostos a predadores. Só não foram extintos graças à facilidade com que procriam e a diversos truques de sobrevivência

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h33 - Publicado em 31 jan 2001, 22h00

Rafael Kenski

Beleza inédita

 

Foto: reprodução Water-Frame.com

 

As cores fortes destes Chromodoris tertianus, das Ilhas Maldivas, são, na verdade, um sinal de alerta. Na natureza, colorações muito marcantes estão sempre associadas a animais venenosos. Indicam uma refeição nada digestiva para quem tentar comê-los. No entanto, as cores aparecem mesmo em nudibrânquios que podem ser comidos sem nenhum problema. É uma forma de se disfarçarem de venenosos e afastarem os possíveis predadores

 

Só no fundo do mar

 

Foto: Jon Hanson/Wikimedia Commons

 

Os nudibrânquios são parentes muito próximos dos caramujos. Durante as primeiras semanas de vida, eles também possuem uma concha para se proteger, que abandonam ao se tornarem adultos de modo a ficarem mais rápidos e flexíveis. A agilidade permite fugir de predadores mais fortes e velozes. Algumas espécies – como a Nembrotha megalocera, do Sudão – conseguem até mesmo nadar

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Sinal de alerta

 

Foto: Berghia coerulescen / Parent Géry/Domínio Público

 

Apesar de possuírem olhos, a visão dos nudibrânquios é muito fraca. O principal sentido está no par de “antenas” que saem da cabeça, com sensores químicos que identificam as correntes marítimas, a qualidade da água e a proximidade de outros animais. Para se orientarem, muitas vezes seguem a trilha de muco deixada por outro molusco. Ao andarem por esses caminhos, conseguem identificar, pelo cheiro, se quem passou por ali enfrentou alguma situação de estresse. É o sinal para dar meia volta e fugir

 

Nem tão pequenos

 

Foto: Jenny Huang/Wikimedia Commons

 

Até na Antártida é possível achar esses moluscos, presentes em todos os oceanos. Apesar da variedade, poucos têm mais do que os 5 centímetros destas Nembrotha cristata, das Ilhas Maldivas, mas em alguns casos muito raros atingem até 1 metro. O interesse científico desses animais vem em grande parte dos neurologistas: os neurônios de algumas espécies têm até 1 milímetro – 25 vezes maiores do que os dos homens – e podem ser vistos a olho nu

 

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