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Produção de cereais é afetada pelo aquecimento global

Mais de 170 países foram analisados no novo estudo que mostra as sérias consequências das mudanças climáticas do planeta.

Por Ana Luísa Fernandes Atualizado em 4 nov 2016, 19h08 - Publicado em 7 jan 2016, 14h30

O aumento da temperatura do globo causou mais uma vítima: os cereais. Em um novo estudo da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, cientistas descobriram que, nos anos em que países foram atingidos pela seca, a produção desses alimentos caiu 10% e, quando afetada pelas ondas de calor, 9%. A estimativa é que mais de três bilhões de toneladas da produção de cereais, entre 1964 e 2007, tenha sido perdida.

“Nós não pensamos muito sobre isso, mas arroz, trigo e milho correspondem sozinhos a mais de 50% das calorias globais. Quando essa produção é atingida, os preços sofrem um choque, o que aumenta a fome no mundo”, diz o pesquisador Navin Ramankutty.

Foram analisados dados da produção nacional de 16 tipos de cereais, em 177 países. Os pesquisadores concluíram que os efeitos da seca eram sentidos com mais força em países ricos do que em países emergentes: na América do Norte, Europa e Austrália, 20% da safra total foi perdida. Na Ásia, o número cai para 12% e na África para 9%. Na América Latina, nenhum efeito foi reportado.

Essa diferença pode ocorrer porque os países ricos tendem a cultivar plantações mais uniformes, que podem ser mais vulneráveis à seca. A pesquisa também apontou que as secas que ocorreram a partir do ano de 1985 foram mais severas do que as que aconteceram antes desse período. Depois desse ano, as perdas somavam, em média, 14%. Antes, esse número ficava na faixa dos 7%. Eles sugeriram que a alteração climática pode afetar a frequência e intensidade desses eventos no futuro.

“Nós sempre soubemos que o clima extremo causa perda na produção. Mas, até agora, nós não sabíamos quanto exatamente da produção global era perdida graças a eventos de alteração climática, e como eles variam nas diferentes regiões do mundo”, finaliza outro pesquisador, Navin Ramankutty.

 
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