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Rascunhos do cosmos

Qual a origem de planetas e estrelas? Quem está no centro de tudo? O espaço é realmente infinito? As respostas podem ser encontradas em representações visuais do Universo. Desenhos que refletem as crenças filosóficas e religiosas de seus criadores.

Francisco Botelho, Denis Russo Burgierman, Rodrigo Maroja e Pedro Kastro

Séculos 6 e 5 a.C. – Antes de Sócrates

Os primeiros filósofos gregos elaboraram várias explicações para o cosmos. De acordo com Anaximandro, o espaço surgira da água e os seres humanos descendiam dos peixes; a Terra seria um disco achatado e flutuante, circundado por tubos furados de névoa luminosa, com um círculo de fogo por fora.

Século 4 a.C. – Modelo geocêntrico

Usando ideias de Pitágoras, Eudoxo de Cnido criou um modelo geocêntrico do Universo, onde os planetas eram corpos esféricos que se moviam em órbitas circulares e as estrelas estavam fixas numa esfera externa. Aristóteles e Ptolomeu também acreditavam que a Terra ficava no centro de tudo.

Século 16 – Modelo heliocêntrico

As ideias de Aristóteles e Ptolomeu dominaram o pensamento ocidental até a época de Nicolau Copérnico. Para ele, o Sol, e não a Terra, era o centro de tudo. Mais tarde, Giordano Bruno afirmou que o Universo não tem centro nem limites, e que as estrelas estão espalhadas através de um espaço infinito. Morreu na fogueira.

Século 21 – Universo ecpirótico

Essa ideia, derivada da Teoria M, a versão mais recente da Teoria das Cordas, diz que tudo surgiu do choque de duas “membranas cósmicas” numa 11ª dimensão do espaço (veja na p. 48). É difícil de desenhar, por isso a ilustração simplifica a ideia e mostra duas “membranas bidimensionais” que se chocam na terceira dimensão. A batida teria sido percebida como o Big Bang.

Fim do século 20 – Multiverso

Mas se o Universo é finito, o que há fora dele? Para os defensores do multiverso, existem inúmeros cosmos. Eles podem ter nascido via inflação cósmica (veja na p. 44). Mais: segundo alguns teóricos, cada buraco negro pode gerar seu próprio Universo.

Década de 1920 – Grande estouro

Georges Lemaître e Alexander Friedman propuseram um modelo de Universo finito, em constante expansão. Ele teria começado com a explosão de um só átomo, onde toda a matéria e energia se concentravam com densidade infinita. Outras ideias foram consideradas, mas, com confirmações obtidas nos anos 60, a teoria do Big Bang passou a reinar soberana.