Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Rochas lunares indicam: a Lua nasceu mesmo da colisão da Terra com um planeta extinto

Novas evidências sobre a composição de rochas lunares sugerem que, sim, o satélite foi expelido da superfície da Terra num passado remoto.

Por Marcos Candido Atualizado em 4 nov 2016, 19h09 - Publicado em 2 fev 2016, 17h30

A teoria mais aceita sobre o nascimento da Lua daria uma delícia de superprodução: um planeta do tamanho de Marte caiu por aqui há mais de 4 bilhões de anos. A explosão lançou metade da crosta terrestre para o espaço. Boa parte dos estilhaços caiu de de volta, na forma da maior chuva de meteoritos da história. Outra parte continuou no espaço e se aglutinou numa pedra gigante, que continua lá em cima. Hoje, chamamos essa pedra de “Lua”.

Essa teoria ganhou mais força na última semana, graças a astrônomos da Universidade da Califórnia. A partir de sete pedras lunares coletadas em missões da Apollo 12, 15 e 17, os pesquisadores identificaram similaridades entre rochas da Terra e o material coletado no satélite. Para chegar a essa conclusão, o estudo concentrou esforços na análise dos átomos de oxigênio.

O oxigênio mais presente na Terra é o O-16. Como o número sugere, esse átomo de possui oito prótons e oito nêutrons. Mas também há pequenas quantidades de oxigênio com nêutrons adicionais, como os isótopos O-17 e o O-18. Bom, os cientistas observaram que a proporção entre O-16, O-17 e O-18 entre a Terra e a Lua é exatamente igual. Ou seja: provavelmente a Lua foi mesmo expelidada da própria Terra num passado remoto.   

LEIA: Chupa, Terra

“Não encontramos diferenças entre os isótopos lunares e terrestres”, afirmou Edward Young, geoquímico que liderou a pesquisa. A equipe de Young coletou pedras encontradas em vulcões do Havaí (EUA) e em desertos do Arizona (EUA) para comparar o material lunar.

A análise também reforçou a ideia de que a a colisão foi frontal, extremamente violenta. Em um impacto direto diz Young, seria mais provável que a Terra compartilhasse a mesma proporção de isótpoos de oxigênio, como de fato acontece.  

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Transforme sua curiosidade em conhecimento. Assine a Super e continue lendo

Impressa + Digital

Plano completo da Super. Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da SUPER, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Receba mensalmente a SUPER impressa mais acesso imediato às edições digitais no App SUPER, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

App SUPER para celular e tablet, atualizado mensalmente.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)