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Técnica insere microrrobôs no cérebro de ratos

Eles são controlados por ímãs, carregam um remédio de quimioterapia - e, um dia, talvez possam ser usados para tratar câncer em regiões muito delicadas do corpo humano

Por Bruno Garattoni 20 Maio 2021, 16h15

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Harbin, na China, transformaram neutrófilos (um tipo de célula do sistema imunológico) em robôs biológicos que podem ser guiados à distância – e os inseriram no cérebro de ratos de laboratório (1).

Para construir os robôs, que têm 12 micrômetros (0,0012 cm) de diâmetro cada, os pesquisadores misturaram um gel contendo partículas magnéticas a moléculas de paclitaxel, um medicamento anticâncer. Em seguida, essa mistura foi inserida em bactérias da espécie Escherichia coli, que então foram fagocitadas (absorvidas) pelos neutrófilos.

Os neutrófilos não são atacados pelo sistema imune, podendo circular livremente pelo corpo. Eles foram injetados na corrente sanguínea e controlados, por meio de ímãs, até atravessar a barreira hematoencefálica e penetrar em uma determinada região do cérebro. A ideia é que essa técnica possa ser usada, no futuro, para tratar tumores em áreas delicadas do corpo humano.

(1) Dual-responsive biohybrid neutrobots for active target delivery. H Zhang e outros, 2021.

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