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Últimos mamutes morreram de sede

Com o aquecimento global, os oceanos subiram e engoliram boa parte de água doce que havia na Ilha de St. Paul, no Alasca, onde viviam os últimos parentes dos elefantes.

Por Carol Castro Atualizado em 31 out 2016, 19h05 - Publicado em 3 ago 2016, 16h45

Isolados na ilha de St. Paul, no Alasca, os últimos mamutes sobreviveram 5 mil anos a mais do que a maior parte dos seus irmãos da mesma espécie. Mas não foi fácil. Eles viram a água doce se acabar aos poucos, até secar de vez e matá-los de sede.

Naquela época, o aquecimento global acabara de colocar um fim na última Era do Gelo – e de separar a Rússia dos Estados Unidos, isolando essa turma de mamutes em St. Paul. Com as temperaturas lá em cima, o gelo derreteu e os oceanos ganharam um volume extra de água. O mar subiu tanto que engoliu alguns lagos.

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Foi quando os mamutes de St. Paul começaram a ficar sem água doce. Num instinto de sobrevivência, saíram pela ilha atrás de novas fontes. Só que eles pesavam cerca de 6 mil quilos e destruíam toda a vegetação por onde passavam. O que piorou toda a situação: com a erosão, os sedimentos nas lagoas aumentaram. E a água secou ainda mais depressa.

Segundo os pesquisadores, esses animais precisavam de uma quantidade imensa de água por dia – de 70 a 200 litros. Na seca, os últimos remanescentes dos mamutes não resistiram e morreram de sede há 5,7 mil anos.

 Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois de analisar o material genético de 14 fósseis de mamutes e algumas amostras de sedimentos de um lago da ilha.  

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