PREÇO BAIXOU! Revista Impressa + Digital Premium a partir de R$ 10,99/mês. Corre e assine agora!
Imagem Blog

Bruno Garattoni

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

Cientistas fabricam os primeiros vírus biológicos criados por IA

Novos vírus tiveram o código genético gerado pelos algoritmos Evo-1 e Evo-2, da Universidade Stanford; eles matam bactérias e podem ajudar a combater infecções resistentes a antibióticos, mas nova tecnologia também levanta receio de vazamentos e uso em ações de bioterrorismo

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 16h00 | Atualizado em 10 ago 2026, 19h04
Cientistas fabricam os primeiros vírus biológicos criados por IA Priorizar nos meus resultados Google

Biólogos da Universidade Stanford, nos EUA, produziram em laboratório os primeiros vírus cujo código genético foi escrito por duas inteligências artificiais. Eles usaram como base um vírus natural chamado Phi X 174 – que foi descoberto em 1935 e é um bacteriófago, ou seja, mata bactérias. 

O DNA desse vírus, composto por 11 genes, foi analisado e processado por duas IAs, batizadas de Evo-1 e Evo-2, criadas pelos pesquisadores de Stanford e treinadas com o genoma de 2 milhões de vírus. Esses algoritmos geraram milhares de variações do Phi X 174. Cerca de 300 delas foram sintetizadas em laboratório pelos cientistas. 16 sobreviveram, conseguiram se replicar – e demonstraram a capacidade de matar bactérias.   

Eles foram testados contra cepas resistentes da Escherichia coli, uma bactéria que vive no sistema digestivo humano e normalmente não causa problemas – mas, em alguns casos, pode se tornar patogênica e desencadear infecções graves. Além de matar a E. coli, os vírus criados por IA também conseguiram evitar que ela desenvolvesse resistência – bastou usar mais de um vírus sintético ao mesmo tempo. 

Continua após a publicidade
Diagrama do processo de design de genoma de bacteriófagos guiado por IA, mostrando a geração de sequências a partir de um modelo, avaliação de designs, construção de genomas, teste em células hospedeiras e os fagos gerados. À direita, uma lista de características avaliadas: estrutura de modelagem, especificidade do hospedeiro alvo, diversidade genômica, diversidade fenotípica e resiliência evolutiva
Processo de criação de vírus bacteriófagos gerados por IA. (Universidade Stanford/Reprodução)

Os vírus sintéticos podem ser uma solução para as infecções super resistentes, que vêm se tornando mais comuns. Segundo a OMS, a cada ano 4,7 milhões de pessoas morrem devido a infecções bacterianas intratáveis, e 1 em cada 6 casos de infecção confirmada por testes de laboratório é resistente a antibióticos. 

Continua após a publicidade

Mas isso também traz riscos, alguns dos quais foram levantados por cientistas da Universidade Johns Hopkins – que publicaram um artigo a respeito na última edição da revista Science – a mesma que traz o estudo publicado pelos pesquisadores de Stanford. 

Segundo eles, a IA pode acabar gerando vírus perigosos, impossíveis de conter com os tratamentos hoje conhecidos. Por isso, os cientistas defendem a criação de regras e sistemas de governança para controlar o uso dela na genética.

Continua após a publicidade

Mas também há a possibilidade de que essa tecnologia, relativamente acessível (os algoritmos Evo-1 e Evo-2 podem ser baixados da internet, e a modificação de vírus é uma técnica de laboratório bem conhecida), um dia venha a ser usada em ações de bioterrorismo.  

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias e um ícone de árvore verde-claroMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).