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Bruno Garattoni

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Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

Criador do ChatGPT quer escanear os olhos de bilhões de pessoas

E, em troca, dar a elas uma criptomoeda. Conheça a estranha Worldcoin - a outra empresa de Sam Altman, o CEO da OpenAI, que está prestes a receber um investimento de US$ 100 milhões. 

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 Maio 2023, 09h55 | Atualizado em 6 set 2024, 15h40
Criador do ChatGPT quer escanear os olhos de bilhões de pessoas Priorizar nos meus resultados Google

E, em troca, dar a elas uma criptomoeda. Conheça a estranha Worldcoin – a outra empresa de Sam Altman, o CEO da OpenAI, que está prestes a receber um investimento de US$ 100 milhões. 

O programador americano Sam Altman ganhou fama internacional com o lançamento do ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI – empresa na qual ele é CEO. Graças a esse reconhecimento, Altman está prestes a obter US$ 100 milhões de investimento para outro projeto: a Worldcoin, que pretende lançar uma nova criptomoeda e distribui-la de graça para bilhões de pessoas. 

Dar dinheiro de graça pode soar absurdo, mas tem sua lógica. A ideia é que, se muita gente tiver uma Worldcoin (a empresa irá distribuir 1 unidade dela por pessoa), as pessoas vão querer usá-la para comprar alguma coisa – e a nova moeda passará automaticamente a ser aceita por aí.  

Mas o mais estranho é como a empresa pretende fazer isso. Ela desenvolveu um aparelho, batizado de The Orb, que escaneia a íris do olho humano – e usa essa informação como uma comprovação de identidade (cada pessoa tem íris ligeiramente diferentes, como acontece com as impressões digitais). 

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scanner ocular da empresa worldcoin
Visão interna do The Orb, scanner ocular desenvolvido pela Worldcoin. (Worldcoin/Divulgação)

 

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Se tudo der certo, equipes de funcionários da Worldcoin viajarão pelo mundo convencendo as pessoas, na rua, a terem os olhos escaneados – e, em troca, receberiam a moeda virtual. A empresa pretende distribuir 8 bilhões de moedas, ou seja, uma para cada ser humano. Ela também poderá ser comprada, com dinheiro de verdade. 

fundadores da empresa worldcoin
Alex Blania (à esq.) e Sam Altman (à dir.), os dois fundadores da empresa. (Worldcoin/Divulgação)
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Altman e seu sócio, o americano Alex Blania, fundaram a Worldcoin em 2019. Ela chegou a fazer algumas demonstrações em locais públicos (veja uma delas na imagem acima). Mas só agora, com a popularidade conquistada por Altman, o projeto parece em vias de começar para valer. A Worldcoin já oferece um app, para iOS e Android, que permite se candidatar ao escaneamento com uma Orb. 

demonstração do scanner da empresa Worldcoin
Demonstração do scanner ocular da empresa Worldcoin. (Worldcoin/Divulgação)
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A ideia tem alguns pontos críticos, como a privacidade. O que poderia acontecer, por exemplo, se a Worldcoin eventualmente fosse hackeada, com o vazamento dos dados biométricos de bilhões de pessoas?

A empresa afirma que o mapeamento da íris é deletado do Orb logo após o escaneamento – e fica armazenado, de forma criptografada, nos servidores dela.

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Mas por que essa moeda exige identificação (via escaneamento de íris), sendo que o anonimato é um dos maiores atrativos das outras criptos? A empresa não apresenta uma resposta clara.

Diz apenas que isso serviria para atestar que você é humano, e não uma IA, em transações online.

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