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Bruno Garattoni

Por Bruno Garattoni
Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.
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Pilotar o 737 Max pode exigir força física – e isso preocupa a FAA

Controle manual usado em situações de emergência, como reagir a erros no MCAS, requer força nos braços - o que pode ser um problema para alguns pilotos. Agência de segurança aérea dos EUA está analisando a questão

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Atualizado em 26 jun 2019, 19h12 - Publicado em 26 jun 2019, 13h43

Controle manual usado em situações de emergência, como reagir a erros no MCAS, requer força nos braços – o que pode ser um problema para alguns pilotos. Agência de segurança aérea dos EUA está analisando a questão

A família Boeing 737 tem controles mecânicos que podem, e devem, ser acionados pelos pilotos em situações de emergência. Um deles é o Manual Trim, uma roda que fica no console central e serve para ajustar manualmente o estabilizador horizontal, na cauda do avião – e, portanto, alterar o ângulo de voo da aeronave. Normalmente, os pilotos não precisam mexer nela: os atuadores eletromecânicos do avião fazem a força necessária para girar a roda, e mexer o estabilizador.

Mas em situações anormais, isso pode ser necessário. Tudo indica que os dois acidentes com o 737 Max tenham sido causados por uma disfunção no MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), sistema automático que mexe o estabilizador horizontal para corrigir o ângulo de voo do avião. Acredita-se que, nas duas aeronaves que caíram, o MCAS tenha sido enganado pelos sensores de ângulo de voo, que apresentaram problemas e enviaram dados incorretos. 

Tecnicamente, os pilotos poderiam ter desativado o controle automático do estabilizador, passando a operá-lo manualmente, e evitar os acidentes. Não fizeram isso porque não receberam treinamento adequado – antes do primeiro acidente com o 737 Max, a maioria dos pilotos sequer sabia da existência do MCAS. 

Mas, segundo o Wall Street Journal, também há outro elemento envolvido: operar o Manual Trim requer força física considerável. De acordo com o jornal, que cita fontes internas da Federal Aviation Administration (FAA), a agência americana de segurança de voo está preocupada com essa característica, que poderia ser um problema para alguns pilotos. 

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No vídeo abaixo, uma simulação feita com aeronave em solo dá uma ideia da força necessária para agarrar o Manual Trim (na descrição do vídeo, o piloto que demonstra a técnica recomenda não encostar a palma da mão na roda – o que, segundo ele, poderia queimar a pele por atrito). 

 

Numa situação de emergência, não bastaria segurar o Manual Trim. Depois de desativar o controle automático e fazer a roda parar, os pilotos teriam de girá-la manualmente até a posição desejada.

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Veja mais uma demonstração do Manual Trim em um 737, mostrando a relação entre o giro da roda no cockpit e o movimento do estabilizador horizontal, na parte de trás do avião: 

Após a publicação da reportagem do Wall Street Journal, a FAA confirmou que está analisando a questão da força exigida pelo Manual Trim, mas acredita que ela não irá impedir a recertificação de segurança do 737 Max, necessária para que a aeronave volte a voar.

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