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Mentir sobre o Papai Noel faz bem para as crianças?

Por Carol Castro Atualizado em 21 dez 2016, 10h07 - Publicado em 18 dez 2012, 16h33

Você lembra quando deixou de acreditar nessa história do velhinho que sai por aí distribuindo presentes para as crianças do mundo todo? Foi traumático ou não fez a menor diferença? Se você, assim como eu, não se lembra desse momento, provavelmente, não foi tão ruim assim acreditar (e descobrir) nas mentiras que seus pais contavam sobre o Papai Noel. Diz a ciência, aliás, que acreditar em fantasias faz bem para as crianças.

Acreditar no Papai Noel faz com que elas imagem as hist��rias e como seria se tudo desse errado – já pensou como seria caótico se as renas adoecessem bem no dia 24 e não pudessem viajar pelo mundo? Aí as crianças pensam em soluções e se tornam mais criativas. É o que diz o psicólogo Alison Gopnik, autor do livro “The Philosophical Baby: What Children’s Minds Tell Us About Love, Truth and the Meaning of Life”. De acordo com a pesquisa dele, esse tipo de pensamento faz com que as crianças entendam como o mundo funciona e criem ideias novas.

Num outro estudo, psicólogos da Universidade de Oregon, fizeram testes com 152 crianças de 3 a 4 anos. Primeiros eles foram questionados sobre as fantasias que criavam e acreditavam. Em seguida, fizeram alguns testes para saber como entendiam o mundo real. E as crianças que brincavam e acreditavam mais em fantasias se saíam melhor na hora de entender a expectativa dos outros e distinguir a realidade da ilusão (sabem que um coelho não vai mudar de cor só porque alguém colocou um filtro de cor na frente dele). Elas também entendiam que as percepções dependem do contexto (conseguem entender que as pessoas podem ver uma figura de um jeito diferente se for mostrado apenas uma parte delas).

Espertinhas, não? A mesma universidade fez recentemente outro teste com crianças que tinham amigos imaginários. E, diz a pesquisa, elas conseguem entender melhor seus sentimentos e emoções.

Viu, faz bem. É tipo uma mentira boa.

(Via Slate)

Crédito da foto: flickr.com/freak-on-flickr

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