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Por que alguns jogos viciam?

Por Lucas Massao Atualizado em 4 jul 2018, 20h32 - Publicado em 21 mar 2014, 20h56

A cena se repete. No menor descuido, seu celular já está na sua mão e você não consegue desgrudar os olhos da tela. Cada game over é motivo para um novo desafio e lá se foram duas horas do seu horário de trabalho. É, não tem mais jeito, você está viciado. O jogo é bobo e simples, mas não tem importância, para você ele é mágico e te prende mais do que uma jiboia faminta.

Mas, afinal de contas, o que faz um game se tornar tão viciante? Lembremos do último jogo de celular a levantar multidões: o Flappy Bird. Para quem não chegou a jogar, o Flappy Bird é tão simples quanto um pão com manteiga: com a ponta do dedo, você controla um passarinho que precisa passar por vários canos. Ao tocar a tela, o passarinho sobe, e, ao desencostar, o passarinho desce. Um esquema parecido com o nostálgico game do helicóptero.

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O jogo estava à venda há meses, mas só estourou de verdade no meio de fevereiro. E a explosão foi tão grande que o criador do jogo, Dong Nguyen, chegava a ganhar 50 mil dólares POR DIA só de publicidade.

Ok, ok, e o que tudo isso tem a ver com o vício? Agora chegou a parte da ciência (Science, bitch!). Se segure, pois a viagem balança e muito. Caso você manje dos paranauês do inglês, esse vídeo aqui explica o assunto muito bem.

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Pode parecer loucura, mas o principal criador dessa dependência não é o jogo e sim o seu cérebro. Calma que eu explico.

Quando conseguimos fazer algo bom, como tirar uma nota alta ou achar dinheiro no bolso da calça, o nosso cérebro libera um neurotransmissor chamado dopamina.

E é essa tal de dopamina que nos dá aquela sensação de prazer e de “eu consegui!”. Então, ao desviar de alguns canos e marcar um novo recorde, o seu cérebro dispara uma descarga de dopamina e isso te deixa feliz pra caramba.

Só que como tudo o que é bom é imoral, ilegal ou engorda (muito velha essa referência?), a sua massa cinzenta fica vidrada em dopamina, sempre querendo mais, para conseguir manter a boa sensação liberada, e acaba decorando o que você precisa fazer para ter outra dose novamente. Desse jeito, o seguinte comando é dado: humano, continue jogando para me deixar feliz! E lá vamos nós de novo atrás de um novo recorde…

Aquela explosão de raiva que sentimos quando não conseguimos passar pelos canos é o seu cérebro ficando #chateado com você. Hora de dar uma respirada, nos concentrarmos e dizermos: agora vai…

Essa fórmula de (recompensar-ficar frustrado–recomeçar) é exaustivamente usada em jogos. Se liga em alguns cases de sucesso dessa receita: Draw Something, Song Pop, Candy Crush, Angry Birds, Fruit Ninja, Doodle Jump, Cut the Rope… Ufa! Vamos dar mais uma jogadinha só pra relaxar?

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Mundo Estranho
Por que alguns jogos viciam?
A cena se repete. No menor descuido, seu celular já está na sua mão e você não consegue desgrudar os olhos da tela. Cada game over é motivo para um novo desafio e lá se foram duas horas do seu horário de trabalho. É, não tem mais jeito, você está viciado. O jogo é bobo […]

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