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O número na camisa dos times de futebol pode ter mais de dois dígitos?

Em algumas ocasiões, sim. Veja exemplos.

Por Rafael Battaglia 8 jan 2026, 15h09
O número na camisa dos times de futebol pode ter mais de dois dígitos? Priorizar nos meus resultados Google

Sim, mas depende do campeonato.

Na Copa do Mundo, a Fifa obriga as seleções a numerarem os seus jogadores de 1 a 26. Na Libertadores e na Copa Sulamericana, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) diz que precisa ser de 1 a 99, com a camisa 1 reservada exclusivamente para os goleiros. Essa é a mesma regra da UEFA, entidade responsável pela Liga dos Campeões da Europa.

No campeonato mexicano, por outro lado, mais de 100 atletas costumam jogar com camisas de três dígitos. Em 2023, por exemplo, um terço do time do Toluca FC tinha números gigantes nas costas. 

No Brasil, não há uma regra que proíba o uso dos três dígitos. Muitos clubes e jogadores, então, aproveitam para criar camisas especiais, que celebrem alguma marca importante (veja exemplos abaixo). O atleta Juninho Pernambucano, por exemplo, já usou os números 300 e 114 para comemorar, respectivamente, seu 300º jogo pelo Vasco e o aniversário de 114 anos do clube.

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Os três dígitos são raros também por uma questão histórica. No começo do século 20, quando os times de futebol passaram a colocar números nos uniformes, a ideia era facilitar a identificação dos atletas em campo (para a torcida e para os juízes na hora de marcar uma falta). Os números de 1 a 11, então, passaram a ser associados com as posições: 1 para goleiros, 2 e 3 para zagueiros, 4 a 6 para laterais e volante, 7 a 11 para os meio-campistas ofensivos e atacantes. 

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Exceções a esse esquema existem, claro – mas a tradição ficou. Além disso, três dígitos às vezes podem causar problemas de logística. Em 2021, quando o atacante Roger Guedes resolveu jogar com a camisa de número 123 no Corinthians, o jornal Gazeta Esportiva apontou que o clube precisaria comprar equipamentos especiais para as substituições – as placas eletrônicas que os árbitros assistentes usam na beira do campo geralmente não têm espaço para três números.

Ilustração, em fundo branco, de uma camisa de futebol violeta.
(Rafaela Reis/Superinteressante)
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Em 2001, Sergio Vargas usou a camisa 188 como propaganda da Telefónica do Chile. O número do goleiro não foi aceito em torneios internacionais.

Ilustração, em fundo branco, de uma camisa de futebol preta e vermelha.
(Rafaela Reis/Superinteressante)

Em 2005, Rogério Ceni completou 618 jogos pelo São Paulo e virou o recordista de partidas disputadas pelo clube. O goleiro vestiu uma camisa com o número.

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Ilustração, em fundo branco, de uma camisa de futebol azul e preta.
(Rafaela Reis/Superinteressante)

Na Inter de Milão, Ivan Zamorano vestiu a camisa “1+8” (“18” com um míni “+”) quando precisou ceder o número 9 para Ronaldo Fenômeno.

Pergunta de Lucas Andrade, de Itaúna (MG)

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