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Se as cores primárias são azul, amarelo e vermelho, por que as TVs são RGB?

As cores primárias não precisam ser azul, vermelho e amarelo. Para as TVs, a melhor opção tem verde em vez de amarelo. E revistas como a SUPER são impressas com as primárias magenta, ciano e amarelo. Entenda a ciência por trás de misturas – e porque suas aulas de arte da pré-escola estavam ultrapassadas.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 5 ago 2020, 12h38 - Publicado em 5 ago 2020, 12h36

As cores primárias ensinadas na escola – RYB (red, yellow, blue) – estão ultrapassadas. Já se sabe que, ao adotar primárias diferentes, é possível obter uma gama maior de cores. Inclusive, sabe aquela história de que é impossível obter vermelho, azul e amarelo por mistura? Mentira. O vermelho da versão impressa da SUPER é feito na gráfica misturando magenta (uma espécie de rosa-choque) e amarelo.

Vamos entender brevemente por que sua infância acaba de ser destruída:

Para coisas com telas que emitem luz, como televisões e celulares, as melhores primárias são vermelho, verde e azul. É o sistema RGB (red, green, blue). Já folhetos, jornais e esta revista – que você só enxerga porque refletem luz do Sol ou de uma lâmpada – são impressos misturando as tintas ciano (verde-água), magenta (rosa-choque), amarelo e preto. É o sistema CMYK, usado pela indústria gráfica. Por que existem dois sistemas?

É que o RGB é aditivo: como a TV produz luz, a soma de todas as primárias dá branco. Já o CMYK é subtrativo: a tinta no papel absorve certas cores, e você vê só as que são refletidas. Se você mistura todas as primárias, a luz é quase integralmente absorvida e o resultado é preto.

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Eis a resposta para a pergunta clássica das aulas de física: “Professor, se a mistura de todas as cores é o branco nos experimentos do Newton, porque quando eu misturo todas no papel fica um marrom quase preto?” As tintas que você põe no papel absorvem parcelas diferentes do espectro visível. Quanto mais tintas você mistura, mais regiões do espectro são absorvidas e mais a cor se aproxima do preto. Já a TV produz luz em vez de absorvê-la. Então quanto mais cores ela mistura, mais a cor final se aproxima do branco.

A mistura das cores RGB não é nem um pouco familiar a nós, porque todo o contato que temos com cores na infância ocorre no papel – e, portanto, obedece ao esquema subtrativo, e não aditivo. No sistema RGB, o amarelo, por exemplo, é produto da mistura entre verde e vermelho. Doideira.

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A função das cores CMYK é controlar a absorção ou reflexão das cores RGB pelo papel: o ciano absorve vermelho, o magenta absorve verde, o amarelo absorve azul. Por causa disso, as cores secundárias do RGB são as primárias do CMYK, e vice-versa: amarelo com magenta dá vermelho, ciano com amarelo dá azul, e ciano com magenta dá verde.

Pergunta de @tiagocvdo, via Instagram.

Para saber mais: leia o artigo “Why yellow and blue don’t make green” do professor Stephen Westland, da Universidade de Leeds, e os demais artigos de seu blog sobre cores, o Colourchat.

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