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Sulha: o fim dos conflitos

Por Redação Planeta Sustentável 29 ago 2008, 20h17 | Atualizado em 19 ago 2024, 10h53
Sulha: o fim dos conflitos Priorizar nos meus resultados Google

Na semana em que faleceu um dos mais ativos pacifistas do Oriente Médio, Abie Nathan, um evento, em Israel, juntou cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e fiéis de outras crenças para pregar a paz.

O Sulha Peace Project tem como objetivo conciliar todas as religiões por meio de atividades que promovam a colaboração e a interação entre os diferentes credos. A idéia é que as pessoas percam o preconceito e o ódio irracional por pessoas que acreditam em outros deuses – ou outras concepções metafísicas – de uma forma lúdica e humana. Israelenses e palestinos discutem, conversam e dançam juntos, como se não houvesse um conflito entre os dois povos.

É um encontro entre pessoas que pregam a cultura da paz e almejam que esse sentimento se alastre para outras culturas. A palavra “sulha” significa uma maneira de mediar e resolver conflitos, segundo povos indígenas do Oriente Médio. Na cultura árabe, a expressão descreve um ritual que marca o final de um embate.

A iniciativa surgiu em 2001 quando Gabriel Meyer e Elias Jabbour, ambos preocupados com as questões espirituais e em como resolver conflitos religiosos, se encontraram e reuniram 150 adultos e 15 crianças para comemorar o Chanukkah, Natal e Ramadan – as principais comemorações dos judeus, cristãos e muçulmanos, respectivamente. A partir daí, o evento cresceu e ganhou mais notoriedade, reunindo em 2007 mais de 3 mil pessoas, sendo 300 palestinos.

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Neste ano, o encontro aconteceu entre os dias 26 e 28 de agosto e teve uma pegada mais ecológica. Comida kosher (que segue o cashrut) e vegetariana foram servidas, mas sem pratos ou utensílios. Os participantes tinham que levar os seus próprios – incluindo copos – para evitar o desperdício e deixar o chão limpo.

Como o próprio site informa, eles almejam “reconstruir a confiança [entre os povos], restaurar a dignidade e ir além da agenda política”. Valeu a iniciativa!

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