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4 náufragos que ficaram tempo demais à deriva

Por Redação Super
Atualizado em 21 dez 2016, 08h50 - Publicado em 28 set 2015, 17h54

Por Raquel Sodré

Até a última semana, segundo a ONU, 442 mil pessoas já chegaram à Europa vindas do Oriente Médio. Dessas, cerca de 3.000 morreram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo. Naufrágios são, de maneira geral, tragédias que tendem a fazer um número muito grande de vítimas fatais, e sobreviver a um naufrágio pode ser considerado milagre. Nossa SUPERLISTA de hoje fala de náufragos que, milagrosamente, ficaram tempos à deriva e sobreviveram para contar

 

4. Náufragos birmaneses – 25 dias

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Nos últimos dias de 2008, um barco de pesca tailandês saiu da costa carregando 20 pessoas em sua tripulação, mas se partiu no mar e afundou. A maior parte dos tripulantes caiu no mar e nunca mais foi vista. Dois homens conseguiram se agarrar a uma caixa térmica, que eles usavam para armazenar os peixes. A caixa era grande, e eles conseguiram entrar dentro dela. Os dias chuvosos que eles pegaram foi o que lhes deu água para beber, e eles comeram o peixe que ainda estava na caixa térmica. Por acaso, eles foram avistados por um avião, que chamou um barco de resgate. Os náufragos foram levados para a Ilha Thursday, na costa da Austrália, onde receberam tratamento para desidratação, desnutrição e para os problemas causados pelo sol.

 

3. Poon Lim – 4 meses e meio

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Em 1942, o navio em que o chinês Poon Lim era tripulante afundou próximo da costa africana. Lim se atirou ao mar e – para sobreviver a um naufrágio, sorte conta – encontrou uma jangada que estava à deriva. Dentro da jangada – sorte conta muito, aliás – havia uma lanterna, seis caixas de biscoito, dez latas de conserva, uma garrafa de suco de limão, cinco latas de leite em pó, barras de chocolate e dez galões de água. Ou seja, Lim estava, por um tempo, salvo. Mas ele ficou no mar por mais tempo que isso e ele precisou improvisar um material de pesca com um anzol e uma mola da lanterna (MacGyver mode: on). A água ele resolvia captando da chuva. Depois, ele evoluiu a técnica de sobrevivência e passou a usar os peixes para capturar gaivotas. Quatro meses e meio depois do naufrágio, Lim percebeu a cor do mar mudando de azul para verde, e avistou uma pequena embarcação de pescadores, o que significava que ele estava chegando perto de terra firme. Terras brasileiras, aliás. A jangada de Lim atravessou todo o Oceano Atlântico e chegou ao Estado do Pará. De Belém, 133 dias depois de sua embarcação ter naufragado, Lim embarcou para a Inglaterra – dessa vez, de avião, porque ele não era trouxa.

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2. Jesus Vidana Lopez, Salvador Ordonez, Lucio Rendon – 10 meses

naufragos

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Os três e mais outros dois pescadores saíram de San Blas, no México, em uma expedição para a pesca de tubarões. Mas uma tormenta empurrou seu barco para oeste, para dentro do Oceano Pacífico. O grupo acenou para navios que passaram por perto, mas ninguém quis salvá-los. Dez meses depois, os três sobreviventes chegaram em Majuro, capital das Ilhas Marshall, na Micronésia, a bordo de um barco de pesca desportiva que os resgatou. Lopez, Ordonez e Rendon sobreviveram bebendo água da chuva e comendo peixe cru e gaivotas. Quando retornaram ao México, Vidana descobriu ser o pai de uma menina de seis meses, que nasceu enquanto todo mundo achava que ele estivesse morto no mar.

 

1. José Salvador Alvarenga – 13 meses

alvarenga

O mexicano começou sua jornada em dezembro de 2012, no México, quando saiu para pescar tubarões com outro pescador, Ezequiel Cordoba. No mar, eles foram surpreendidos por uma tempestade que parou o motor do barco e os deixou à deriva. Cordoba só sobreviveu por quatro semanas, pois, segundo Alvarenga, ele não conseguia beber sangue de tartaruga e se alimentar de peixe cru para viver. Alvarenga foi encontrado, em novembro de 2013, em um atol das Ilhas Marshall, na Micronésia, cerca de 11.112 km longe de onde havia partido. Até hoje, Alvarenga tem problemas de saúde relacionados ao longo tempo como náufrago, além de ter que conviver com as polêmicas sobre seu tempo à deriva e sobre sua sobrevivência. Dizem as más línguas que ele comeu Cordoba (literalmente, seus pervertidos) para não morrer – fato que ele nega veementemente. Desde janeiro deste ano, Alvarenga está sendo processado por uma série de acusações (dentre elas, canibalismo) e, se perder, terá que pagar US$ 1 milhão a seus acusadores.

 

Moral da história: se estiver no México, NÃO vá pescar tubarões. A prática sofre de uma maldição que faz os pescadores ficarem à deriva por meses.

 

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