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As “Caça-Fantasmas” são tão legais quanto “Os Caça-Fantasmas”

Por Matheus Bianezzi
Atualizado em 4 jul 2018, 20h35 - Publicado em 13 jul 2016, 19h06

Caça-Fantasmas

Fãs, acalmem-se: sua querida franquia Caça-Fantasmas está sã e salva. O novo filme dirigido por Paul Feig não só faz jus ao original, de 1984, como também supera as continuações.

O longa é, basicamente, um reboot do universo fantasmagórico criado por Dan Aykroyd e Harold Ramis, porém focado em duas novas personagens: Abby Yates (Melissa McCarthy) e Erin Gilbert (Krysten Wiig), amigas e autoras de um livro sobre paranormalidade. A amizade é rompida quando Erin decide renegar o trabalho para se dedicar ao meio acadêmico. No momento em que ambas se reencontram motivadas por aparições que andam aterrorizando toda Nova York, o longa se inicia. Dessa vez, estão acompanhadas da engenheira Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) e pela ex-funcionária de metrô Patty Tolan (Leslie Jones).

A grande missão sem dúvida era conseguir estabelecer uma nova história – inovadora e com novos personagens – , mas sem desrespeitar um mundo cinematográfico já consolidado e aclamado por toda a crítica como um dos maiores filmes de comédia de todos os tempos. Pois bem: conseguiu, com algumas pequenas ressalvas. Ao tentar agradar os nostálgicos fãs, o filme faz referências em uma dose um tanto quanto exagerada – muitas vezes, sem necessidade alguma. A “obrigação” em ter que incluir cenas de praticamente todos os atores antigos – a maioria descartáveis – acaba por tornar certas partes sem graça.

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Felizmente, é uma escolha perdoável comparada aos diversos acertos. As personagens se distanciam e muito dos quatro atores originais, estabelecendo uma vibe própria entre elas. A amizade entre Erin e Abby consegue trazer uma carga emocional, enquanto Patty e Holtzmann se encarregam das partes mais engraçadas. Aliás, vale ressaltar: Kate McKinnon, você é maravilhosa. Encarnando uma engenheira com pontadas de “Coringa” – sim, ela é insana -, a atriz conseguiu ter mais protagonismo do que certamente havia sido contratada para. Ela canta, dança, acerta o tom das piadas e ainda tem tempo de construir armas mortais de alta tecnologia nuclear. Digo mais: até quando está parada no fundo das câmeras, é impossível não notar sua presença psicodélica marcante. Por outro lado, é interessante notar que Melissa McCarthy, a mais famosa das atrizes e conhecida por ser uma intérprete de comédia (Mike & Molly, Missão Madrinha de Casamento, o qual inclusive foi indicada ao Oscar) não teve o brilho esperado. Ficou mais contida do que o habitual e seus improvisos nem sempre surtiram o efeito desejado.

Para completar o elenco principal, Chris Hemsworth brilhou. Interpretando um secretário lindo, porém com inteligência duvidosa – papel predominantemente feminino -, o australiano acertou em cheio o timing. Não é à toa que alguns dos melhores momentos do longa – se não OS melhores – sejam seus. Isso levanta uma discussão curiosa. Uma das qualidades de Caça-Fantasmas é a representatividade que ele dá ao gênero feminino e a desconstrução de uma série de estereótipos que proporciona – nem é preciso dizer o quanto algumas opiniões relacionadas ao sexo dos personagens são absurdas. Mas, mesmo assim, talvez o personagem mais marcante seja um homem, no caso, Hemsworth. Um tanto quanto contraditório, infelizmente.

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Uma ótima sacada do diretor Paul Feig foi o 3D, utilizado com propósito. Realmente assusta quando é para assustar, sem ficar tosco – não além do que se predispõe a ser. Com altos e baixos, o filme se desenrola surpreendentemente bem, e merece uma chance não só dos entusiastas da franquia, como de novos espectadores a fim de ver bastante ação, fantasmas, comédia e muitas mulheres fortes, prontas para expulsar de Nova York seres de outro mundo.

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