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12. “Estudar é mais importante do que os seus amigos.”

A verdade: Os adultos mais felizes não são os que foram melhores alunos, mas os que aproveitaram amizades quando crianças

Maurício Horta

Ir bem nos estudos tem pouco efeito sobre o bem-estar na vida adulta, concluiu um estudo do Instituto Infantil Murdoch, na Austrália, que acompanhou 804 pessoas por 32 anos. Foram analisadas variáveis como condições socioeconômicas, vida social na infância e na adolescência, desenvolvimento da linguagem e desempenho acadêmico. Delas, a vida social foi a que mais influiu para que o adulto tivesse autoestima positiva, boas estratégias para lidar com problemas e fortes relações sociais. Ou seja, têm vida social mais satisfatória na vida adulta aqueles que na infância e na adolescência tiveram uma conexão mais forte com colegas, amigos, família e grupos, como os de esportes. Para a neurociência, a razão é simples – conviver com amigos na infância e adolescência desenvolve caminhos neurais que moldarão permanentemente as capacidades sociais e emocionais do adulto. Por mais que pareçam não ter propósito, são as brincadeiras que constroem a arquitetura do cérebro.