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Cartas e e-mails que chegam à redação da Super.

Eles existem?

A existência de vida em outros planetas (“Não Estamos Sozinhos”, agosto) é uma questão quase matemática, e seria muita arrogância insistir na idéia de que apenas nós fomos dotados de inteligência. Entretanto, me preocupo com os nossos exocientistas. As mensagens enviadas ao espaço carregam uma série de informações cruciais sobre nossa composição, capacidade e localização. Ora, qualquer civilização capaz de receber e responder tais mensagens estaria em um estágio evolutivo à frente do nosso. E é comum o ser superior subjugar os inferiores, né?

Michel Paes,

Rio Branco, AC

Lógico que existe vida fora da Terra. Não são marcianos à la Spielberg, mas civilizações muito mais avançadas que nós. Galileu foi morto por dizer que a Terra não era o centro do Universo e estava certo. Se naquela época, sem avanço nenhum, ele disse e provou que estava certo, por que em pleno século 21, com tantas tecnologias a nosso favor, diríamos que não há vida em outros planetas? Temos que acreditar, porque há ainda muito o que pesquisar e muitas perguntas a responder.

Ilana Wertman,

no site da SUPER

Acreditar que só há vida fora da Terra em planetas iguais ao nosso é o mesmo que acreditar em Chapeuzinho Vermelho. A vida surgiu ao acaso aqui. E pode surgir ao acaso em qualquer lugar. Basta que o ser que viva em um lugar adverso se adapte a ele. Darwin mostrou que os mais preparados sobrevivem. Então a vida pode existir não somente em condições iguais às nossas.

Felipe Rosa Machado,

Rio de Janeiro, RJ

Acredito que exista vida lá fora. Talvez até inteligente. O Universo é muito extenso para apostarmos todas as fichas apenas em um planeta. Não podemos nos limitar apenas ao horizonte, senão a Terra sempre será plana e o centro do sistema solar.

Thiago da Silva,

no site da SUPER

Cavalo de Fogo

Gostei muito da matéria (“Sexo no Laboratório”, agosto). Mas um fato me chamou a atenção: a substância que cai no vidro na foto forma um desenho no líquido. Juro que vejo um cavalo correndo pra dentro da revista. Será mais um jogo da SUPER?

Douglas Martins,

no site da SUPER

Não sei se é impressão minha, mas visualizei a figura de um cavalo correndo para a esquerda, na mancha criada pela substância que está sendo adicionada à outra. Na hora me lembrei daquele desenho animado antigo, Cavalo de Fogo.

Adelar Martins,

Santa Maria, RS

Não foi intencional. Mas não é que parece mesmo?

Tio da cunhada do amigo…

Os 6 graus de separação podem funcionar entre famosos, como artistas, políticos e esportistas (SuperRespostas, agosto, pág. 57). Mas será que funciona se considerarmos apenas cidadãos comuns? Um peão no Pantanal está a apenas 6 graus de uma dona-de-casa nas ilhas Fiji?

Eduardo Yamanishi,

São Paulo, SP

Salve o planeta

Gostei da tabela periódica dos responsáveis pelo aquecimento global e pelas emissões de carbono (SuperPôster, agosto). Quero parabenizar a revista por mostrar que o conforto de hoje é a temperatura de amanhã. Se não tomarmos medidas que salvem o planeta, poderá ser tarde demais.

Gabriel Reis

“Há livros que se deve provar, e outros que devem ser devorados. Eu, por exemplo, poderia apenas folhear esta revista e dispensá-la depois – mas não consigo. Prefiro tê-la todos os meses e devorá-la literariamente!”

José Carlos do Carmo Santana,

Salvador, BA, sobre os livros que não precisam ser lidos.

Não leia estas cartas

Fiquei aliviada ao ler a entrevista com Pierre Bayard, na reportagem “Ler Não É Tão Importante” (SuperPapo, agosto). Estou no último semestre do curso de letras e fico chateada por não ler os (vários) livros que os professores indicam. Eu até tento, mas quase nunca consigo, por causa da correria do dia-a-dia. Vocês não têm idéia de como estou com a consciência mais tranqüila agora.

Renata Pastrello Bono,

Pirituba, SP

Fiquei muito feliz depois de ler essa matéria. Ainda mais porque sou estudante de letras e acabei de bombar minha primeira matéria de literatura. Várias vezes as pessoas mentem sobre seu histórico de leitura, e não devemos ter vergonha de nós mesmos. Essa matéria realmente fez muito bem para o meu ego.

Gabriela Uehara,

Campinas, SP

Achei superlegal a entrevista e vou usar o material em sala de aula – solicitarei aos alunos a leitura da revista, que é assinada pela escola.

Fernanda Mendonça,

Ipatinga, MG

Tem certeza de que vai exigir a leitura de uma entrevista que defende a não-leitura, Fernanda?

Lei sem pé nem cabeça

O texto sobre leis imbecis (SuperFetiche, agosto, pág. 101) merece aprofundamento. Principalmente em relação à legislação brasileira – a começar pela nossa Constituição. Para mim, a lei mais imbecil é a do salário mínimo, um exemplo fidedigno de obra de ficção! Sugiro até um campeonato, via consulta aos leitores, para identificar qual a lei nacional mais absurda.

Jackson Mendes

Roraima, a polêmica

Não sou radical, mas aprendi na minha infância (há quase 40 anos) que o território de Rio Branco iria se chamar “Rorâima”, mas poderia estar enganado (SuperRespostas, agosto, pág. 54). Para tirar a dúvida, procurei a Eláine, irmã da Gisláine que costumava subir no andáime em sua fáina diária, antes de trabalhar na pláina da carpintaria do tio Jáime.

Adilson Pedro Roveran,

Campinas, SP

Moro em Roraima e gostei da matéria sobre a pronúncia do nome. Eu prefiro “Roráima”. Mando uma foto de uma placa de inauguração em Boa Vista. Vejam como era escrito o nome do estado no tempo em que era território federal.

Raniere Miguel da Rocha Serra,

RR

Os anglicanos

Sou bispo da Igreja Anglicana Independente (“Igreja Anglicana: Do Começo ao Fim”, agosto), professor, casado com uma maravilhosa esposa e muito feliz. Não vejo problema em amar alguém e nem em ser gay. O amor não tem sexo. Ser gay não é pecado e muito menos doença. Ninguém deve ser excluído da Igreja por ter um desejo sexual diferente do da maioria. O amor a si mesmo e ao outro é o importante. Isso é exigido dos héteros, dos bi, dos homos etc. O resto é preconceito e fundamentalismo.

Dom Peterson Salomão e Alves,

no site da SUPER

Tem gente demais

Eu acredito que megacidades têm potencial para melhorar a vida das pessoas e até para ajudar a salvar o mundo (“Sempre Cabe Mais Um”, agosto). Primeiro, é preciso melhorar o transporte público e reduzir a distância entre a moradia dos habitantes e seus locais de trabalho. Depois, se todos começassem a usar meios de transporte público ou não poluentes, essas cidades consideradas “o inferno na terra” passariam a ser o paraíso para a maioria das pessoas.

Heron Anibal, MG,

no site da Super

Alerta jedi

Recebi a SUPER e notei um erro na notícia da estréia no cinema do filme do Star Wars: Clone Wars (SuperFetiche, agosto, pág. 102). A revista diz que os jedis irão lutar com o exército de clones de Conde Dookan, mas o certo é que eles irão batalhar contra o exército de dróides de Conde Dookan. Os clones, na época do filme, lutam com os jedis. Como sou fã de Star Wars, notei esse erro.

Samuel Levi,

fortaleza, CE

Você tem razão, Samuel. Obrigado pela dica. Que a Força esteja com você.

Eles bebem, sim

Muito preocupados com a lei seca, os leitores se mobilizaram com a nota sobre o bafômetro (SuperRespostas, agosto, pág. 50). Apesar de quase todos serem favoráveis às restrições à bebida para quem vai dirigir, não faltaram sugestões de técnicas para burlar o aparelho. “É verdade que gelo na boca faz com que o bafômetro não detecte o álcool?”, pergunta o leitor Paulo Lima, de Salvador. Ele não foi o único com essa dúvida. O argumento usado é que o gelo supostamente liberaria hidrogênio – e confundiria o bafômetro. Mas temos más notícias. “Isso é uma grande bobagem. Se o gelo liberasse hidrogênio, seria a solução para o problema energético da humanidade. Mesmo que acontecesse, não enganaria o bafômetro”, diz Luciano Menini, doutorando em química da UFMG.