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40% das pessoas são a favor da tortura contra suspeitos de terrorismo; no Brasil, 30%

Moradores de Uganda e Líbano são os maiores defensores da tortura, seguidos pelos EUA

Por Carol Castro Atualizado em 31 out 2016, 19h06 - Publicado em 22 fev 2016, 19h15

Nos últimos 15 anos, os ataques terroristas espalharam medo pelo mundo todo. Tanto pavor serviu como pretexto para que governos americanos invadissem países e cometessem uma série de atrocidades – os prisioneiros de Abu Ghraib, no Iraque, que o digam. Mas nem mesmo os escândalos de tortura que aconteceram por lá mudaram a opinião de 40% da população mundial: para essa parcela, qualquer suspeito de ter alguma ligação terrorista merece ser torturado até soltar informações sobre seus parceiros. É o que mostra uma pesquisa do Pew Research Center, que entrevistou 45 mil pessoas de 38 países. No Brasil, 30% dos entrevistados disseram ser a favor da tortura nesses casos. Apesar disso, a América Latina é o continente com menos adeptos do uso de violência.

Entre os americanos, 58% apoiam a tortura contra terroristas – e acharam muito justa a reação do governo aos países suspeitos de ligação com a al Qaeda. Mas os americanos não são os maiores apoiadores da tortura. Esse título fica por conta de Uganda, onde quase 80% da população se diz a favor do uso de tortura. A segunda colocação fica com o Líbano, onde pouco mais de 70% dos cidadãos defenderem a tortura. 

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