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A Amazon das drogas

E também de pirataria, armas, documentos falsos e até homicídio por encomenda. Conheça a loja mais proibida da Internet

Era como qualquer site de compras: a pessoa escolhia o produto, adicionava ao carrinho, pagava e recebia em casa. Só que tudo ilegal. Os 13 mil itens oferecidos pelo Silk Road (referência à “rota da seda”, rede de comércio criada pelos chineses no século 1 a.C.) incluíam cocaína, heroína, documentos falsos, softwares piratas, explosivos, armamentos e até assassinatos sob encomenda. O site não podia ser encontrado por meio de mecanismos de busca, só no boca a boca, e para acessá-lo era necessário instalar um programa que codifica a transmissão de dados. Mesmo assim, se tornou uma potência, com 957 mil usuários registrados e 60 mil acessos diários. As compras eram pagas com o dinheiro virtual Bitcoin, e estima-se que o site tenha movimentado o equivalente a US$ 1,2 bilhão e ganho US$ 80 milhões de comissão. O Silk Road tinha até um grupo de voluntários, os “Vingadores do LSD”, que testava as drogas à venda e informava se eram puras ou não.
O site operou por dois anos e meio. Até que seu criador, o americano Ross Ulbricht, de 29 anos, vacilou. Ele administrava o site de um café em São Francisco, não usava os softwares de proteção, e começou até a dar entrevistas usando um pseudônimo, “Pirata Roberts”. Acabou preso pelo FBI, que fechou o site em outubro de 2013. Numa das entrevistas, ele disse que a internet havia “vencido a guerra às drogas”. Talvez isso tenha lógica – o lugar do Silk Road já foi ocupado por um site similar, o Black Market Reloaded.