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A farra dos idosos

Festas de suíngue, tráfico de Viagra, sexo em público. A nada pacata vida na vila de aposentados The Villages

 

Peggy Klemm foi pega dirigindo bêbada. Como tinha bons antecedentes, não foi presa. Mas, pouco tempo depois, voltou a aprontar – foi pega fazendo sexo com o amante numa praça. Seria um episódio banal, não fosse por um detalhe: a endiabrada Peggy é uma simpática velhinha de 68 anos. Ela é uma das moradoras do retiro The Villages, que reúne 50 mil idosos na Flórida e ficou famoso pelas festas fartas em álcool, sexo e confusões. “Está mais para um campus de universidade do que para uma comunidade de aposentados. Toda noite é sábado à noite”, diz o jornalista americano Andrew Blechman, que se infiltrou na vila para escrever um livro a respeito (Leisureville, ainda sem versão em português). O caso de Peggy está longe de ser único. A polícia já flagrou dezenas de casais fazendo sexo em áreas públicas e em carrinhos de golfe, o meio de transporte local. A euforia é alimentada por drinques baratos – US$ 3,75 nos bares e restaurantes da vila – e pílulas de Viagra compradas sem receita médica. Também há festas de suíngue, organizadas nas próprias casas dos idosos. Para morar em The Villages, é preciso ter mais de 55 anos e comprar uma casa lá (a partir de US$ 80 mil). Há dez mulheres para cada homem, o que leva alguns deles a verdadeiros feitos. Um dos idosos, que o livro identifica apenas como Sr. Meia-Noite, diz ter feito sexo com mais de cem velhinhas em The Villages. Ele tem mais de 70 anos.

Ilustração: Fabrício Lopes