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À moda de Sheriock Holmes

O Santo Graal e a linhagem sagrada, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1993

Michael Baigent, Richard Leigh, Henry Lincoln,

Polêmico, controvertido. É o mínimo que se pode dizer desse livro publicado há onze anos na Inglaterra e só agora traduzido para o português. Ele parte de um acontecimento um tanto misterioso, mas documentado, ocorrido no século XIX: a descoberta, pelo padre Berenger Saunière, nas fundações da igreja de Rennes-le-Château, no sul da França, de informações codificadas em pergaminhos dos primeiros séculos da era cristã. De acordo com os autores – o inglês Henry Lincoln, documentalista da BBC de Londres, o americano Richard Leigh, professor de Literatura comparada e Michael Baigent, psicólogo e fotógrafo, estudioso dos templários -, eles continham explosivas revelações sobre a figura de Jesus Cristo e a formação do cristianismo. Exemplos: Jesus Cristo teria se casado com Madalena, provavelmente teve filhos com ela e morreu de velhice. Depois disso, sua família deixou Jerusalém e foi para o sul da França. Durante dez anos, como detetives, eles investigaram, pesquisaram documentos guardados na Biblioteca Nacional de Paris, tropeçaram nas lendas do Santo Graal, em sociedades secretas e ordens religiosas, nas primeiras Cruzadas e fizeram uma releitura dos Evangelhos. Suas hipóteses e conclusões prováveis tiveram, na época, o efeito de uma bomba, uma vez que, como insinuam, aqueles dados eram segredos que a Igreja sempre abafou.