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A morte da caligrafia

Rafael Kenski

Pode dar adeus àquela letra de mão caprichada, cheia de curvas e elegância – ela está com os dias contados. E pior: em breve, vai se tornar tão antiquada e incompreensível quanto escritos medievais. É o que afirma o livro Script and Scrible (“Escritos e Garranchos”, em inglês), da escritora americana Kitty Burns Florey, lançado neste ano nos EUA. O que Kitty diz é que nossa familiaridade cada vez maior com computadores está nos distanciando do floreio caligráfico. E que as escolas pararam de exigir uma letra bonita dos alunos – foi-se o tempo em que caligrafia era disciplina. Em 2007, um estudo com 1,5 milhão de estudantes americanos de 17 e 18 anos mostrou que só 15% deles usavam letra cursiva. O resto preferia escrever com a letra de fôrma mesmo.