Castigo funciona?
O sim e o não deveriam ser suficientes para impor limites. Mas às vezes é preciso de uma atitude mais drástica para reforçar as regras
Se você tivesse sido pai ou mãe até o meio do século 20, tapas, beliscões e puxões de orelha seriam os menores dos corretivos que usaria para educar seus filhos. Hoje essas agressões podem até ser consideradas crime. Mesmo em momentos de raiva, a evolução manda: é preciso se controlar. Mas e quando a criança excede os limites e só uma conversa não funciona?
Colocar num cantinho para pensar, um minuto por idade. É o que faria a Supernanny na TV. Não é o que todos os psicólogos e pedagogos consideram ideal. Se todo diálogo e explicação não funcionar, antes de pensar em aplicar qualquer punição, é necessário entender o estágio de desenvolvimento das crianças. Até os 4 anos, o importante é a aprovação dos pais, e elas aprendem por associação.
Se mesmo depois de muitas repetições a atitude reprovada acontecer, então a situação é grave. “Nesta hora os pais precisam colocar a criança em um lugar para pensar ou retirar algo que fará falta, como um brinquedo ou tempo de assistir TV”, diz a psicanalista Vera Zimmermann. É preciso também deixar claros os motivos do castigo e ser firme. “Não vale devolver o brinquedo se a criança chorar”, diz. Se o que você estipulou como castigo não for seguido corretamente ou se a necessidade de recorrer a ele começar a se repetir muito, cuidado: o castigo pode não estar funcionando. Nessa hora, é melhor tentar mudar a estratégia e voltar ao estágio inicial: a boa e velha conversa.






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