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Os problemas neurológicos apresentados por dois italianos vítimas de derrame cerebral serviram para a conclusão de que o cérebro divide a linguagem, armazenando separadamente vogais e consoantes.

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 30 nov 1991, 22h00

Os problemas neurológicos, apresentados por dois italianos vítimas de derrame cerebral serviram de ponto de partida para uma idéia original: o cérebro recorreria a mecanismos distintos para identificar vogais e consoantes. Desde que sofreram danos no lado esquerdo do cérebro, ambos os homens passaram a omiti-las na escrita. Em vez de “Bologna”, por exemplo, escrevia “B l gn”. Embora ciente do erro, ele simplesmente não conseguia incluir as vogais. O outro homem escrevia as vogais trocando-as, porém. Escrevia e falava “diatro” quando queria dizer “dietro” (atrás, em italiano) e “cora”, em vez de “caro”. 

Refletindo sobre as anomalias, o psicólogo Roberto Cubelli, do Hospital Maggiore de Bolonha, levantou a hipótese de que o cérebro decompõe consoantes e vogais cada palavra aprendida, armazenando-as separadamente. Ou seja, vogais e consoantes não seriam apenas propriedades formais de linguagem, mas teriam uma “existência” neurológica. Se isso for verdade, poderão surgir novas possibilidades de tratamento dos distúrbios de fala e da escrita.

 

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