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Mulheres cientistas ganham 20% a menos do que homens nos EUA

Censo revela que mulheres doutoras recebem em média US$ 70 mil por ano, enquanto homens na mesma posição ganham US$ 88 mil; química é exceção

Por A. J. Oliveira 24 jan 2019, 11h17

A desigualdade salarial entre homens e mulheres também ocorre no setor científico. Um estudo brasileiro publicado em dezembro de 2017 indicou que, em geral, as pesquisadoras recebem bolsas mais baixas do CNPq, se comparadas aos pesquisadores homens. Um censo que acaba de ser divulgado mostra que os Estados Unidos enfrentam o mesmo problema.

Entre os homens que obtiveram o título de doutor em 2017 e já tinham um emprego, o salário médio anual foi de US$ 88 mil. Já para as doutoras, o valor era 20% menor: US$ 70 mil. É o que indica um estudo realizado pela Fundação Nacional da Ciência (NSF) dos EUA, do qual participaram 50 mil cientistas recém-doutorados, de 428 instituições de pesquisa norte-americanas.

Em grande medida, a causa dessa disparidade é a maior presença de homens nos campos que pagam os maiores salários, como a matemática e a ciência da computação — onde a proporção masculina chega aos 75%. Doutores nessas áreas costumam ganhar US$ 113 mil por ano, ao passo que as doutoras recebem US$ 99 mil. Disciplinas menos valorizadas como as ciências sociais se mostraram menos desiguais nos salários (homens US$ 66 mil, mulheres US$ 62 mil).

Há exceções: na química, as pesquisadoras com doutorado ganharam alguns milhares a mais do que os homens — US$ 85 mil contra US$ 80 mil. Além das ciências sociais, outro campo acadêmico em que as mulheres são maioria é a psicologia, no qual somam 59%. Entre as medidas para amenizar essa lacuna na ciência está o estímulo do interesse de garotas em idade escolar por ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

Segundo a engenheira da computação e pesquisadora de educação Denise Wilson, mulheres costumam se sentir isoladas e desamparadas em grupos dominados por homens. O que agrava ainda mais o problema. “Você não tende a ver ambientes saudáveis e estimulantes quando as mulheres estão em números muito baixos”, disse à revista Nature. Outro fator preocupante revelado pela pesquisa diz respeito à empregabilidade: só cerca de 61% dos doutorandos tinham emprego em 2017, contra 72% em 2007. Sinal de que não está fácil para ninguém — e de que um título de doutor não é mais garantia de nada.

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