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“Não sou fã de ficção científica”, diz Scarlett

A musa da sci-fi, atriz principal de "A Vigilante do Amanhã" disse à SUPER que nem gosta tanto assim do gênero, mas assume que está virando especialista.

Por Alexandre Versignassi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 abr 2017, 13h56

Você vive numa distopiatotalitarista. Sabe que o governo é linha-dura, que a polícia pega, mata e come. Mas ok. Vai tocando a vida. Até que um dia acaba preso, por uma infração besta. Na delegacia, então, recebe a pior revelação possível: os policiais contam que as suas memórias mais importantes são falsas. Sua família não existe. Tudo o que você mais ama não passa de lembranças implantadas.

Essa é uma das cenas mais marcantes de Ghost in the Shell, desenho animado japonês de 1995 que virou uma referência da ficção científica. Ele é célebre por ter  influenciado Matrix (1999), mas vai além. Flerta com uma ideia que Isaac Asimov adorava: o momento em que homens e máquinas se fundiriam em entidades quase divinas, que transcendem qualquer definição. Essa história ganhou agora sua versão em filme: A Vigilante do Amanhã, que estreou na última sexta, com Scarlett Johansson no papel principal: uma policial com tantos elementos biônicos no corpo e no cérebro que já não sabe mais se é gente ou se é máquina; e decide transcender.

Scarlett, por sinal, praticamente especializou-se em ficção científica. Ela aceitou fazer tantos filmes do gênero nos últimos anos que agora só falta aparecer no Black Mirror: Ela (2013), Sob a Pele (2013), Lucy (2014) e agora este, sem contar as aparições como a Viúva Negra em vários filmes da Marvel. Mesmo assim, Scarlett diz que não tem uma preferência especial pelo gênero. “Não sou exatamente fã de ficção científica”, disse a atriz no set de filmagem de A Vigilante do Amanhã, numa conversa breve com a SUPER. E seguiu filosofando: “Acho que sci-fi é uma tendência hoje, porque reflete os tempos em que a gente vive. Esses filmes questionam a nossa identidade, falam sobre como será a nossa relação com o mundo conforme vamos avançando por essa era digital. Falam sobre como tudo isso afeta a própria identidade humana”. Preferência à parte, ela já se considera mais especialista na coisa do que a média dos atores. “A Juliette Binoche [atriz veterana de clássicos franceses] vivia bufando no set. Ela tinha de falar jargões tecnológicos e tudo o mais, e acabava estarrecida. Falava “Pô, nunca fiz esse gênero de filme antes”.  E eu me sentia dizendo tipo… “Bem-vinda!” (risos). Nem lembro a última vez em que eu disse algo que não envolvesse “ciborgues convergindo para o pavilhão do oráculo” ou qualquer coisa assim. Deve ser por causa dessa fase maluca que passei a viver nos últimos anos“.

Scarlett aproveitou também para reclamar do traje de látex que tem de usar no filme. “É uma beleza: te deixa com mais frio quando está frio e com mais calor quando está quente. Mas ok. É igual o da Viúva Negra”. A próxima produção de alto orçamento com Scarlet, especula-se, deve ser justamente um filme solo da Viúva. Vai ser mesmo, Scarlet? “Melhor você perguntar isso para o Kevin Feige [chefe da Marvel Studios]”, ela desconversa. E encerra, já indo embora: “Um vestidinho de látex de cada vez, hahaha”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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