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No submundo do mundo: metrôs lindos

Próxima estação: obras-primas subterrâneas. Algumas cidades entenderam que seu metrô não precisa ser feio e apertado para funcionar, e transformaram suas estações em exposições de arte, museus e até mesmo palácios

Texto Karin Hueck

Museu sem fim

Noventa das 100 estações do metrô de Estocolmo são enfeitadas com obras artísticas. Para conservar os 110 quilômetros de instalações, que eles chamam de “a maior exibição de arte do mundo”, são gastos R$ 770 milhões todos os anos.

Kremlin por R$ 1

O metrô de Moscou começou a ser construído na década de 1930, durante o regime socialista de Stalin. O chão de mármore e os lustres de cristal estão lá para compor o que os arquitetos chamavam de “palácio do povo”. Para passear por essas galerias, basta pagar R$ 1 – o preço da passagem de metrô.

Utopia socialista

O metrô de Pyongyang, na Coréia do Norte, é mais um dos que foram construídos durante a Guerra Fria para mostrar como era farta a vida no socialismo. A foto é da estação Yonggwang, que quer dizer “glória” em coreano, e é toda enfeitada com mosaicos – de retratos de ex-líderes coreanos a essas flores aí em cima.

Metrô para 1 bilhão

O metrô de Pequim tem a difícil missão de tirar os chineses de seus carros poluentes e fazer com que andem de transporte público. Pelo jeito deu certo: seus 200 quilômetros de extensão atendem 3,4 milhões de pessoas todos os dias, um quinto da população da cidade.

A estação de Monet

Em Paris, o metrô funciona há mais de 100 anos e tem 300 estações espalhadas pela cidade. Esta ao lado, a Gare Saint Lazare, é a 2ª mais movimentada da Europa e foi retratada por artistas como Monet e Manet, no século 19.

Paredes pintadas

Em algumas cidades, os detalhes fazem toda a diferença. É o caso das pinturas de Tintim e de seus amigos (acima), em Bruxelas, e dos retratos de Einstein e Mao Tsé-tung, em Nápoles, no sul da Itália (à esquerda). Vale tudo para distrair os passageiros.