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O mundo não acabou

Editorial da edição de janeiro da SUPER

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 7 jan 2013, 22h00

Denis Russo Burgierman, diretor de redação

Como você já deve ter notado, o mundo não acabou. Continuamos tocando a vida, sobre estas mesmas placas de pedra que há milhões de anos flutuam na rocha líquida que preenche o centro desta esfera azul.

Por outro lado, o mundo acabou sim. Vivemos um período de transformações brutais. As mudanças no clima. As crises econômicas. O colapso das cidades. A falência da política. A revolução da internet. O fim das ideologias. A crise do trabalho. Tudo está mudando, com uma rapidez assustadora. Não é de estranhar que tanta gente acredite em histórias apocalípticas – elas parecem fazer sentido em meio a tantas e tão profundas incertezas. Não está mesmo fácil entender este mundão. Pois é para isso que esta SUPER existe. Nosso papel é, todos os dias – por meio desta revista, das nossas edições especiais e eletrônicas, do site, das redes sociais – olhar para esta confusão e encontrar sentido. É contextualizar o caos. O mundo está mudando mais rápido que nunca. A SUPER é para quem quer entender as mudanças, em vez de se agarrar a profecias místicas.

Eu amo a SUPER. Amo desde aquela tarde de setembro de 1987, quando encontrei com ela pela primeira vez em uma banca de jornais. Eu tinha 14 anos, era nerd, tinha espinhas, mas não namorada. Fiquei louco com aquelas páginas cheias de robôs, supertrens e invenções. Meu mundo cresceu.

Como sou um cara sortudo, oito anos depois eu estava escrevendo na revista que amava. Começou aí uma época espetacular na minha vida. Trabalhei com um monte de gente talentosa, vi a SUPER repercutir, gerar polêmica, ganhar prêmios internacionais. Meu mundo aumentou mais ainda. Tanto que, em 2007, resolvi cair nele. Fui embora fazer outras coisas – estudar nos Estados Unidos, inventar projetos na internet, organizar conferências TED, escrever livros, pedalar pelos cinco continentes.

Agora estou voltando. A SUPER que reencontro não é mais uma revista de adolescentes nerds espinhentos sem namorada. Nosso leitor médio tem 34 anos, e é um dos públicos mais interessantes e qualificados do Brasil: homens e mulheres inovadores, criativos, livres-pensadores, líderes.

Nosso plano para os próximos anos é fazer da SUPER a melhor e a maior publicação impressa e digital do Brasil. Não é exagero – já somos a maior revista mensal da Abril, temos a marca mais amada entre todas as revistas do País e somos um dos veículos publicitários mais admirados.

Aguarde para breve muitas novidades. Já melhoramos a qualidade do papel, para ficar mais à altura da qualidade do leitor. Isso é só o começo. O que queremos mesmo é conquistar o mundo. Já que ele não vai acabar tão cedo.

Além de escrever aqui neste espaço todos os meses, escreverei também todas as semanas num blog, onde tentarei entender esse Mundo Novo. Passe por lá para conversarmos: super.abril.com.br/blogs/mundo-novo
Grande abraço!

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