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O YouTube já era

Nova geração de sites de vídeo traz filmes, seriados e clipes com imagens em alta definição e de graça. Só tem um problema...

Pedro Burgos

Imagine um YouTube com temporadas inteiras dos seriados de que você mais gosta. Tudo com imagens tão boas quanto as de uma TV LCD. E legalizado (o que significa que ninguém vai tirar tudo do ar de uma hora para outra). Ele existe. É o Hulu, a primeira iniciativa realmente forte de levar programação de TV para a rede. Tudo muito bonito, fora um porém: os vídeos só rodam para quem acessa o site dentro dos EUA. Culpa da burocracia que envolve os direitos autorais em países diferentes. O pessoal do Hulu diz que está trabalhando para que a página funcione no mundo todo – coisa que não deve acontecer tão cedo. Mesmo assim, há vida além do YouTube. Veja aqui.

Ô da poltrona!
O que há de melhor entre os concorrentes do YouTube

Miro
Não é um site, mas um programa (que você baixa no site getmiro.com). Ele procura vídeos na rede, baixa e depois organiza tudo direitinho na sua máquina. Também serve para acessar as redes de torrent (as melhores para trocar arquivos grandes, como os de vídeo) e, de quebra, o Miro avisa quando os episódios mais recentes das séries que você assiste chegam à internet.

O que tem de bom – Além de funcionar como um “tudo em um”, permite que você selecione um monte de vídeos, baixe tudo, deite na sua cama e assista em sequência. No YouTube não tem nada disso.

E de ruim – Os menus são confusos. E tire as crianças da sala: ele não sabe filtrar pornografia.

Joost
Ele nasceu ambicioso: era um software que se propunha a revolucionar a TV pela internet, passando filmes e séries em alta resolução (como o Hulu faz lá fora). Mas a empresa dona do Joost não conseguiu fechar muitos acordos, a programação ficou pequena e o projeto miou. Aí ele deixou de ser um programa (virou um site) e ficou mais pé-no-chão, voltado para vídeos curtinhos.

O que tem de bom – Dá para encontrar coisas que não estão no YouTube, e a resolução da imagem geralmente é melhor.

E de ruim – O catálogo é pequeno. E vários canais interessantes, como o Guiness TV e o College Humour, não são atualizados há meses.

MTV Music
É fato: o YouTube matou o videoclipe, aquele negócio que passava na MTV na época da Era Glacial. Mas o MTV Music promete ressuscitar a coisa. Ele tem milhares e milhares de clipes, como o YouTube, mas com uma diferença:

O que tem de bom – É TUDO em alta definição. O site vale por um caminhão de DVDS! E o menu é tão fácil de navegar quanto a tela de um iPod.

E de ruim – A videoteca só funciona 100% para os americanos (pelo mesmo problema do Hulu). Quem acessa do Brasil, por enquanto, tem que garimpar pelo site para ver se encontra algo que rode aqui.