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Obama determina que escolas dos EUA tenham menos provas

O aluno só poderá passar 2% de seu tempo em classe na realização dos testes

O plano é uma resposta para um movimento crescente nos Estados Unidos, em que alunos, pais e professores se unem para defender a redução dos testes padronizados nas escolas públicas. Com o novo programa, as crianças do país vão ter um total de 23,4 horas por ano de provas, o que ainda é considerado muito pelos professores das redes públicas que protestam, mas menos que as 27 horas atuais. De acordo com uma pesquisa realizada em agosto deste ano, 64% de todos os norte-americanos acreditam que é dada muita importância às provas escolares. Depois que estudantes se recusaram a fazer avaliações em vários lugares pelo país, o governo se mostrou atento aos pedidos e, agora, recomenda que as provas sejam elaboradas de forma mais consciente:

“(…) Recomendamos que os estados coloquem um limite na porcentagem de tempo que os estudantes passam fazendo testes e avaliações padrões, para assegurar que nenhuma criança passe mais de 2% de seu tempo de sala de aula fazendo essas provas. Os pais devem receber uma notificação formal se as escolas de seus filhos excederem esse limite (…) As escolas estaduais e distritais devem considerar com cuidado se cada avaliação possui um papel único e essencial para assegurar que os estudantes estão aprendendo”.

Esse é um passo importante, principalmente porque o país criou uma cultura de testes com o programa No Child Left Behind (Nenhuma Criança Deixada para Trás), implantado em 2001 durante o governo Bush. O intuito era acompanhar de perto a evolução educacional das crianças com a aplicação de provas. Hoje, 15 anos depois, a educação do país não avançou como era esperado.

Arne Duncan, o ministro da educação dos Estados Unidos, disse: “Eu ainda não tenho dúvidas que precisamos checar pelo menos uma vez ao ano para ter certeza que as nossas crianças estão no caminho certo e identificar as áreas em que elas precisam de apoio”. Ele completa: “Os educadores estão estressados e preocupados com a ênfase em excesso das provas, e também com o tempo que realizar um teste e se preparar para ele toma das aulas”.