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Os EUA e seus plebiscitos malucos

Além de escolher seu novo presidente, os americanos também foram às urnas para votar numa série de medidas. Houve nada menos que 153 plebiscitos - alguns deles muito bizarros

Texto Nina Weingrill

Vivam os idiotas

Estado: Arkansas

A Constituição do Arkansas, criada em 1857, diz que “nenhuma pessoa idiota ou maluca pode votar”. Chateada com esse preconceito, 73% da população votou para que a frase seja retirada da legislação e os imbecis possam comparecer às urnas. Mas alguns eleitores já estão sugerindo outra mudança na lei: querem impedir que idiotas se candidatem a cargos públicos.

Corrida e cocaína não combinam

Estado: Massachusetts

Com 56% dos votos, os eleitores decidiram proibir as corridas de cachorros, pois os animais eram submetidos a maus-tratos: alguns deles levavam injeções de cocaína para aumentar a vontade de correr. Também foi criada uma ong que vai ajudar os cães doidões a encontrar lares adotivos quando as corridas acabarem, em 2010.

Cigarrinho do diabo.com

Estado: Massachusetts

Agora andar com até 28 gramas de maconha não dá cadeia: dá apenas uma multa, de US$ 100, que pode ser paga via internet. A medida, que se chama Política Sensata para a Maconha, foi aprovada com 65% dos votos. Além de aliviar a vida dos maconheiros, ela também promete ajudar o Estado – a polícia espera economizar US$ 130 milhões por ano.

Bicho também é gente

Estado: Califórnia

Porcos, galinhas e carneiros agradecem: agora os fazendeiros são obrigados a deixar esses animais soltos em suas propriedades para que eles possam esticar as asas, ou patinhas, sempre que quiserem. Quem desrespeitar a regra, aprovada por 63% dos eleitores, será multado e poderá passar 180 dias na cadeia (só para provar do próprio veneno).

The book is on the table, chico

Estado: Oregon

Preocupados com a invasão dos imigrantes latinos, cuja população dobrou entre 1990 e 2000, os habitantes do Oregon queriam botá-los na linha: obrigar todo mundo a aprender inglês, acabando com as aulas em espanhol nas escolas públicas. Mas a medida não foi aprovada: 56% dos eleitores votaram contra. Gracias!