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Para cima, todo santo ajuda. O problema é voltar

Quando alguém chegar a Marte, como vai voltar?

Boa pergunta. A viagem duraria oito meses, percorrendo 600 milhões de quilômetros à velocidade de 110 000 quilômetros por hora. O maior problema é carregar todo o combustível necessário. Uma solução seria fabricá-lo lá mesmo. Dois anos antes da missão, os cientistas pensam em enviar uma nave não-tripulada com uma pequena usina capaz de produzir metanol, um álcool feito à base de hidrogênio e gás carbônico. Cem toneladas seriam o suficiente para garantir a viagem de volta. A usina extrairia o gás carbônico que impregna 95% da atmosfera de Marte misturando-o com hidrogênio líquido levado da Terra (veja infográfico). “Mas para viabilizar a técnica é preciso conhecer bem a atmosfera marciana”, previne o astrônomo Amaury da Almeida, da Universidade de São Paulo. Para tanto, há quatro missões não-tripuladas, programadas até 2005. “Sabemos tão pouco sobre o planeta que podemos aprender muito só com as missões robóticas”, diz a geóloga planetária Rosaly Lopes-Gautier, integrante da missão que levou o jipe-robô Sojourner a Marte.

A primeira fábrica marciana

Combustível “made in Marte” pode abastecer a nave e trazer o homem para a Terra.

A usina em Marte aquece o hidrogênio levado da Terra e gás carbônico marciano até 700° Celsius, produzindo metanol líquido.

Os astronautas, além das pesquisas de campo, preparam a nave para a viagem de volta.

Quando a distância entre os planetas for a menor possível, a nave retorna. A 110 000 quilômetros por hora, demorará oito meses para chegar.