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Quais são as profissões mais perigosas?

No Brasil, porém, dados do Ministério do Trabalho mostram que a atividade econômica com o maior número de vítimas fatais é o setor madeireiro, com 37 óbitos para 100 000 empregados durante o ano de 2000.

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jan 2002, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h46
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Fábio Koleski

Os acidentes de trabalho têm probabilidades muito maiores de serem fatais quando ocorrem em lugares de onde é impossível escapar. “É o caso de mergulhadores profissionais, de trabalhadores em minas subterrâneas e em plataformas petrolíferas. E também de técnicos de linhas de transmissão de energia, que lutam contra o vento pendurados, a 30 metros de altura, em cabos que transportam mais de 200 000 volts”, diz o físico Damásio de Aquino, da Fundação de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em São Paulo, órgão filiado ao Ministério do Trabalho, que é o maior centro de pesquisas sobre o assunto em toda a América Latina. Por incrível que pareça, nem a Organização Mundial do Trabalho tem um ranking estatístico ou um estudo global que aponte as profissões com os índices de óbitos por acidente mais elevados.

No Brasil, porém, dados do Ministério do Trabalho mostram que a atividade econômica com o maior número de vítimas fatais é o setor madeireiro, com 37 óbitos para 100 000 empregados durante o ano de 2000. Em segundo lugar, vêm as ocupações ligadas à extração mineral, categoria que reúne duas das profissões de mais alto risco: mineração subterrânea e extração de petróleo (principalmente nas famigeradas plataformas marinhas citadas acima). No caso da indústria madeireira, o pior é que boa parte dos acidentes poderia ser evitada com máquinas mais seguras. “A maioria das mortes ocorre naquelas serrarias espalhadas em cantos remotos do país, onde não há uma pressão para a melhoria das condições de trabalho e não se investe em mecanismos de proteção”, afirma Damásio. O mais recente estudo do gênero nos Estados Unidos, realizado na década de 90, também apontava para o perigo das madeireiras.

Um operador de serras tinha uma chance de morrer em serviço 20 vezes maior que a média dos trabalhadores em todos os outros setores – de longe, a profissão mais perigosa do país.

Massacre da serra elétrica

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Estes foram os setores mais perigosos da economia brasileira durante 2000

Atividade – Indústria madeireira

Mortes* – 37

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Atividade – Extração mineral (incluindo petróleo)

Mortes* – 29

Atividade – Construção civil

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Mortes* – 26

Atividade – Refinação de álcool, petróleo e coquerias

Mortes* – 25

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Atividade – Setor energético

Mortes* – 18

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* A cada 100 000 empregados

Fonte: Ministério do Trabalho

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