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Quarentena: com criatividade, grupo no Facebook recria obras de arte

Para imitar pinturas de artistas como Matisse, Picasso e Dali, vale de tudo: maquiagens, roupas velhas e até sobras de comida. Confira.

Por Rafael Battaglia - Atualizado em 15 abr 2020, 18h30 - Publicado em 15 abr 2020, 17h40

Qual tem sido o seu passatempo durante a quarentena? Com todo mundo dentro de casa, muita gente tem procurado o que fazer para se distrair: maratonar séries, praticar exercícios, aprender um novo idioma e por aí vai.

Mas um grupo no Facebook decidiu dar um passo além. No Izoizolyacia (algo como “a arte do isolamento”, em russo), que conta com mais de 480 mil membros, o objetivo é recriar obras de arte da maneira mais criativa possível. Vale de tudo: usar maquiagem, roupas velhas, restos de comida – e até pedir ajuda de crianças, cães e gatos:

Reprodução/Facebook

Na montagem acima, o cachorro e o ferro de passar foram usados para recriar a obra do pintor surrealista espanhol Joan Miró. E na imagem abaixo, colocaram um chapéu em um gato para simular o quadro “Os Jogadores de Cartas”, do francês Paul Cézanne, feito entre 1890 e 1895:

Reprodução/Facebook

A ideia partiu da bielorussa Natalia Goroshko, de 31 anos, que vive no Texas (EUA). Em entrevista à Reuters, ela conta que, enquanto cozinhava blinis (uma panqueca típica da Rússia), notou que o formato de uma delas se assemelhava aos relógios derretendo do quadro “A Persistência da Memória“, do espanhol Salvador Dalí.

Depois disso, Natalia, que é formada em design gráfico, postou uma montagem que havia feito com os blinis e, partir daí, incentivou que outras pessoas do grupo fizessem o mesmo. “Agora há muito tempo livre, e eu adorei como as pessoas começaram a se envolver com a arte”, disse.

Você pode fazer uma requisição para participar do grupo, mas vale o aviso: o conteúdo é todo em russo (a maioria das postagens, por sorte, pode ser traduzida para o inglês). Mesmo assim, é possível se divertir com todas as montagens. Uma rápida passagem por lá bastou para encontrar uma “releitura” de uma obra brasileira: “Antropofagia”, feita por Tarsila do Amaral em 1929. Nada de pincel – bastou usar gengibre, folhas e uma rodela de limão siciliano:

Reprodução/Facebook
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